O Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) lançou nesta quarta,07, em evento que antecipou a celebração do Dia Internacional de Combate à Corrupção (9 de dezembro), o Mapa das Ações de Improbidade, em que lista e localiza geograficamente prefeitos, vice-prefeitos, servidores e particulares que respondem a ações de improbidade no  Estado desde 2008.
As informações, inseridas por todas as unidades baianas do MPF e disponíveis no endereço eletrônico www.prba.mpf.gov.br, revelam data de autuação, andamento na Justiça, nomes de réus, magistrado responsável pelo caso, do procurador da República que ajuizou a ação e de  advogados.
“Além de promover a transparência sobre o trabalho realizado pela Justiça federal nos municípios baianos, o mapa é uma fonte de informações para o cidadão comum, que quer conhecer os gestores da sua cidade ou o candidato a cargos públicos no seu  município”, lembrou a procuradora Melina Montoya Flores, ressaltando que o acesso a consultas já está disponível.
Em construção - “Até esta quarta havia 727 ações ajuizadas, mas as informações são atualizadas a todo momento”, afirmou. “Há dados sobre licitações, desvios de dinheiro público e superfaturamentos”, diz  a procuradora. Além do mapa,  o MPF permite o acesso na sua página eletrônica a informações especiais sobre a atuação do órgão no combate à corrupção, fontes de pesquisa sobre o assunto e recomendações sobre como protocolar uma denúncia no MPF.
Para a promotora Rita Tourinho, da Divisão de Combate à Improbidade do Ministério Público Estadual (MPE), o mapa  descreve a atuação de cada órgão de controle e atuação integrada desses órgãos e passa a contar com a mobilização da sociedade civil.
“É  fundamental no combate à corrupção, para que não haja brecha para o desenvolvimento do crime organizado”, disse. “Em muitas ações, o MPE age conjuntamente com o MPF e com o Tribunal de Contas”, assinalou, lembrando o caso da Arena Fonte Nova, em que foram apontadas desvantagens para os cofres públicos na Parceria-Público Privada (PPP) entre governo do Estado e o consórcio OAS-Odebrecht. “A recomendação dos órgãos de controle resultaram na redução de R$ 150 milhões no contrato realizado”, destacou.
O mapa resulta da parceria do MPF-BA com a Controladoria Geral da União e conta com a participação do Poder Judiciário Federal, da CGU na Bahia, do MPE da Bahia, Tribunal de Contas da União, Advocacia Geral da União, Polícia Federal, Procuradoria Federal no Estado da Bahia.