Procura-se: traficante da Rocinha e miliciano da Zona Oeste têm as maiores recompensas

 

Johny Bravo comanda o tráfico na Rocinha
Johny Bravo comanda o tráfico na Rocinha

Um traficante e um miliciano estão no topo da lista dos bandidos mais procurados do Estado do Rio. Com a maior recompensa oferecida pelo Disque-Denúncia (21-2253-1177), John Wallace da Silva Viana, o Johny Bravo, comanda o tráfico no Morro da Rocinha, um dos maiores entrepostos da droga do Rio. Informações que levem a seu paradeiro valem R$ 30 mil. Em setembro, viralizou nas redes sociais um vídeo em que o bandido aparece escoltado por 22 homens armados de fuzis, a caminho de um baile funk. Ele dita as regras na favela desde 2018.

No caminho da polícia há mais de uma década está o miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, que começou na Zona Oeste do Rio e hoje já explora moradores e comerciantes na Baixada Fluminense. Ele tem a segunda maior recompensa oferecida pelo Disque-Denúncia: R$ 10 mil. Conhecido por controlar com mãos de ferro a maior milícia do Rio, ele é acusado de ter emprestado armas e homens para a guerra contra o tráfico na Praça Seca, bairro que há anos sofre com tiroteios quase que diários.

Dados do Disque-Denúncia revelam que as recompensas pelos dez bandidos mais procurados do Rio somam R$ 48 mil. São oito traficantes e dois milicianos. Entre eles, está Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, do Morro do Salgueiro, em São Gonçalo. Mas o criminoso poderia estar preso.

Ele deixou a cadeia pela porta da frente após ser beneficiado em outubro de 2019 por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu que ele aguardasse em liberdade o julgamento de um recurso. No mês seguinte, por quatro votos a um, a Primeira Turma da corte cassou a medida e ordenou a volta de Rabicó para atrás das grades, mas ele nunca foi encontrado pelos policiais.

O traficante não só está foragido como continua no mundo do crime. Ele foi reconhecido por uma testemunha como um dos bandidos que, armados de fuzis, roubaram uma carga de cigarro em fevereiro na Rodovia Niterói-Manilha. O material foi avaliado em R$ 380 mil. Estão sendo oferecidos mil reais por informações que levem à sua localização.


Wellington da Silva Braga, o Ecko
Wellington da Silva Braga, o Ecko

A recompensa é a mesma para quem revelar o paradeiro de Edgar Alves de Andrade, do Complexo da Penha, que tem contra ele nove mandados de prisão. Investigações mostram que a quadrilha do traficante movimenta cerca de R$ 1 milhão por semana com a venda de drogas nas favelas da região.

Só este ano, 210 procurados foram presos após informações recebidas pelo Disque-Denúncia. Desde o início do ano, o serviço recebeu por telefone ou redes sociais mais de 71 mil chamados.

Procurada, a Secretaria de Polícia Civil esclareceu que a prisão de chefes de associações criminosas demandam atenção especial, mas que não há uma ordem de prioridade. Segundo a corporação, o objetivo da instituição é identificar e prender todos aqueles que cometem crimes

 

Fonte :Extra o Globo

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