Sete parlamentares entram com ação no STF para proibir aumento no fundo eleitoral

Sete parlamentares entram com ação no STF para proibir aumento no fundo eleitoral

Sete parlamentares entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar proibir o aumento no fundo eleitoral, chamado de "fundão", de 2022. A solicitação foi feita neste sábado (17/7). 

O mandado de segurança é assinado pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), Daniel Coelho (Cidadania-PE), Felipe Rigoni (PSB-ES), Tabata Amaral (PDT-SP, foto acima), Tiago Mitraud (Novo-MG) e Vinicius Poit (Novo-SP), além do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Segundo informações do UOL, o objetivo da ação é anular as votações ocorridas nesta última sexta (16), no âmbito da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que autorizou o aumento. 

Segundo os parlamentares, a forma com que o reajuste no fundo eleitoral foi inserido na votação não seguiu o que determina a lei. "Ora, como 594 pessoas [513 deputados e 81 senadores] conseguem analisar, discutir e votar, em um único dia, 2.663 emendas parlamentares?! É simplesmente impossível. É uma ficção para fingir que se fez cumprir a Constituição. (...) Como haveria uma deliberação sobre um aumento de bilhões de reais no orçamento voltado para o fundo eleitoral entre tantas pessoas em apenas um dia?", questionam.

Além disso, a ação também cita uma má alocação de recursos públicos, no momento que o país atravessa uma pandemia. "Triplicar o valor do fundo eleitoral enquanto mais de 500 mil cidadãos brasileiros morreram pelo coronavírus, além de inconstitucional, é imoral e cruel", justificam. O fundo eleitoral passou de R$ 1,7 bilhões (2018) para R$ 5,7 bilhões (2022).

Aratu 

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