https://politicalivre.com.br/wp-content/uploads/2025/02/rui-costa_carlos-lupi-e-liderancas-do-pdt-na-bahia_divulgacao-900x615.jpg

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), articula o retorno do PDT para a base do governo. As negociações não envolvem a entrega de cargos ao partido na gestão de Jerônimo Rodrigues (PT), mas sim o fortalecimento do ninho pedetista na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, segundo apurou este Política Livre com pessoas próximas do Palácio de Ondina.

Hoje, o PDT tem apenas dois deputados federais – Félix Mendonça Júnior, presidente da sigla na Bahia, e Leo Prates, que comanda o diretório em Salvador. Na Assembleia, o único representante é o deputado Emerson Penalva. Os planos de Félix, que tem dialogado com Rui há pelo menos três semanas, é eleger, em 2026, de três a quatro pedetistas nas duas Casas.

As conversas contam com o aval do ministro da Previdência, Carlos Lupi, que, embora esteja licenciado da presidência nacional do PDT, é quem tem a última palavra no partido, inclusive sobre o posicionamento na Bahia. O fato de a legenda integrar a base do governo Lula facilita a reaproximação com o PT no Estado.

Na última quarta-feira (12), em Brasília, houve um jantar entre Rui e parte da bancada do PDT na Câmara. O encontro foi articulado por Félix, e contou com as presenças de Lupi e de Leo Prates. Apesar de a pauta ter sido sobre temas nacionais e relacionados à Câmara Federal, o futuro do partido na Bahia também foi discutido. Tanto que estavam lá o prefeito de Euclides da Cunha, Heldinho Macedo, e o antecessor, Luciano Pinheiro, pedetistas que defendem abertamente o retorno da legenda à base do governo baiano.

Um novo encontro deve ocorrer nas próximas semanas entre Rui Costa, Carlos Lupi e Félix Mendonça. Ligado ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), virtual candidato ao Palácio de Ondina em 2026, Leo Prates é contra o PDT apoiar Jerônimo em 2026.

As conversas com Rui não envolveriam o apoio e nem o posicionamento do PDT em Salvador. O desejo de Félix é que o partido, que tem quatro vereadores na capital, siga na base do prefeito Bruno Reis (União). Mas o presidente da legenda na Bahia não quer apoiar ACM Neto em 2026, alegando que o líder da oposição na Bahia não honrou compromissos firmados com os pedetistas, a exemplo de um espaço na chapa majoritária em 2022.

Além disso, a filiação, antes das eleições de 2024, da então vereadora e hoje prefeita de Lauro de Freitas, Débora Regis, ao União Brasil – ela era do PDT -, afastou ainda mais Félix Mendonça de ACM Neto.

Política Livre