Donald Trump

China, México e Canadá reagiram ao tarifaço determinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e disseram que vão impor novas taxas a produtos importados americanos, agravando uma guerra comercial ainda com efeitos desconhecidos para a economia de todo o mundo.

O mercado reagiu mal com queda nas Bolsas nos EUA e na Europa. No fim do dia, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, disse que o presidente Donald Trump anunciaria "um acordo" com os vizinhos hoje - ele não citou a China.

A taxação de parceiros comerciais pelos EUA começou a vigorar ontem, com 25% para produtos dos vizinhos americanos - no caso do Canadá, há a ressalva de itens como petróleo e gás, com 10% - e 20% para os mercadorias chinesas. Juntos, os três países exportam por volta de US$ 1,5 trilhão (R$ 8,8 trilhões) por ano para os Estados Unidos. Analistas brasileiros avaliaram que a briga dos EUA com seus parceiros comerciais pode favorecer o Brasil.

Minutos depois de a ordem passar a valer, à meia-noite pelo horário de Washington, Pequim anunciou que iria impor suas novas tarifas sobre alimentos importados dos Estados Unidos e bloquearia vendas para 15 empresas americanas.

Da mesma forma, o Canadá anunciou uma tarifa de 25% sobre produtos importados dos Estados Unidos. A cobrança atingirá um total de 155 bilhões de dólares canadenses (R$ 629 bilhões) em mercadorias.

Já a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que a retaliação às tarifas será anunciada em discurso aberto no próximo domingo. "Responderemos com medidas tarifárias e não tarifárias", disse.

Ao determinar as novas taxas, Trump acusou seus parceiros comerciais de não se empenharem para conter o fluxo de fentanil para os EUA - no caso dos vizinhos pelas fronteiras e, na China, na produção da droga e dos insumos. Ele também disse que o México e o Canadá são tolerantes com a imigração ilegal para os Estados Unidos.

Assim como na segunda-feira, quando Trump confirmou o tarifaço, o mercado de ações americano reagiu mal ontem. As Bolsas americanas fecharam em queda: o Dow Jones, de 1,55%; o índice S&P 500, de 1,22%; e a Nasdaq, de 0,35%. 

Correio