Conduzidos estavam em prédio comercial na Avenida ACM — Foto: Reprodução/TV Bahia

A ação é fruto de uma investigação conduzida pela Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), que já havia instaurado um inquérito policial para apurar um esquema que envolvia crimes como:

  • propaganda enganosa;
  • estelionato;
  • exercício ilegal da profissão de corretor de imóveis;
  • lavagem de dinheiro;
  • constituição de organização criminosa.

As investigações apontaram que o grupo atraía vítimas por meio de anúncios enganosos em plataformas digitais, oferecendo produtos inexistentes com condições supostamente vantajosas.

Logo após o primeiro contato virtual, os consumidores eram convidados a comparecer às sedes das empresas, localizadas em um prédio comercial na Avenida ACM. No local, os suspeitos orientavam as vítimas sobre o funcionamento dos consórcios e, em alguns casos, promoviam visitas a bens que não existiam.

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Ainda conforme a polícia, as negociações seguiam até que as vítimas realizassem os repasses financeiros, sem nunca receber documentação que comprovasse a legalidade da transação.

"As pessoas se dirigem para os escritórios para conversar com eles, eles criam uma história e entram na mente da pessoa, fazendo ela acreditar que, para ter acesso àquele imóvel dos sonhos, ela precisa pagar um valor de entrada. É aí que acontece a fraude", contou o delegado Thiago Costa, responsável pela investigação.

Pela manhã, policiais que participaram da "Operação Falso Consórcio" estiveram em três dessas empresas. Durante as diligências, os policiais apreenderam contratos, notebooks, celulares, máquinas de cartão e outros materiais usados para operacionalizar os golpes.

A polícia não detalhou quantas pessoas denunciaram ser vítimas do esquema e nem se as pessoas levadas para a delegacia ficarão presas. Até a última atualização desta reportagem, o grupo era ouvido. Os nomes não foram divulgados.

Vítimas lesadas

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Entre as 200 denúncias contra o grupo, está a de João Claudio. Em entrevista à TV Bahia, ele contou que juntou as economias e pagou R$ 6 mil de entrada em um carro em uma das empresas investigadas, há 20 dias, mas nunca recebeu o veículo e nem teve o valor devolvido.

"É o meu esforço, né? Você tenta juntar o dinheirinho pra poder comprar, mas nesse caso, eu fui lesado", disse João Cláudio.

Já um outro homem, que preferiu não se identificar, contou que desconfiou ainda durante o processo de pagamento e conseguiu reaver o dinheiro.

"Fiz o Pix de R$ 9,7 mil, porque era uma van que eu estava procurando. E aí, depois que fiz esse pagamento, eles pediram um tempo, saiu aquele funcionário e já voltou outro. Esse outro voltou falando que aquele carro que estava procurando já tinha sido vendido e que eu teria um valor de crédito para poder comprar o carro que eu quisesse, que eu seria contemplado em alguns dias. Então, eu comecei a perceber que ali tinha algo de errado. Eu ameacei que iria para delegacia, para uma emissora de TV, e foi aí que devolveram meu dinheiro", afirmou uma vítima que preferiu não se identificar.

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A empresa já era monitorada pela Delegacia de Defesa do Consumidor há meses e mais de 200 ocorrências já foram registradas contra eles.

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G1