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Nesta quarta-feira (2), a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados debateu o Projeto de Lei 88/2021, que obriga as concessionárias de energia elétrica e telefonia a converterem suas redes aéreas para subterrâneas no prazo de até 10 anos.

O relator da proposta, deputado Otto Filho, votou pela rejeição do PL, destacando os altos custos da conversão e os impactos financeiros para os consumidores.

“Embora eu reconheça as vantagens das redes subterrâneas, como a redução de desligamentos e a melhoria estética, sua implementação é extremamente cara e traz grandes transtornos durante as obras, além de ser mais difícil de manter. A conversão de todas as redes aéreas seria economicamente inviável, com possíveis aumentos de até 70% nas tarifas urbanas”, afirmou Otto.

O parlamentar enfatizou que, apesar da necessidade de modernização da rede elétrica e de telefonia, os custos elevados da medida acabariam sendo repassados à população.

“A conta de energia já está alta demais, e a população não aguenta mais. Devemos avançar na modernização da nossa rede, mas sem colocar essa conta no bolso do consumidor”, concluiu.

Informe Baiano