Dinheiro e joias apreendidos na casa de alvo da operação Overclean — Foto: PF/Divulgação

As buscas fazem parte da terceira fase da operação Overclean, que investiga um esquema milionário de desvio de emendas parlamentares destinadas originalmente para obras de infraestrutura.

Esta é a segunda vez que Moura é alvo de buscas ligadas à Overclean. Também pela segunda vez, a Polícia Federal pediu a prisão preventiva do empresário.

A Procuradoria-Geral da República foi contra, e o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, negou a prisão.

A PF tem novos documentos que apontam para a suspeita de obstrução de Justiça.

Outro alvo importante da operação nesta quinta é o atual secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral. Ele foi afastado do cargo por ordem de Nunes Marques, segundo apuração da TV Globo e da GloboNews.

Na casa de Barral, a Polícia Federal encontrou maços de dólares e euros, joias e relógios em um cofre. Até as 8h30, o total apreendido não tinha sido informado. 

 

Outro empresário citado anteriormente nas investigações, Alex Parente, também é alvo de buscas nesta quinta.

Há suspeita de que ele tenha destruído provas e manipulado informações para prejudicar as investigações.

Operação Overclean

Segundo as investigações, a organização criminosa usava fraudes em licitações e contratos superfaturados para desviar dinheiro.

Os crimes investigados são corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal afirma que o esquema montado por políticos e empresários movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão. O desvio ocorria por meio de contratos firmados com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS).

As investigações constataram a prática de superfaturamento em obras e desvios de recursos com o apoio de interlocutores que facilitavam a liberação de verbas destinadas a projetos previamente selecionados pela organização criminosa. 

G1