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O governo do Rio de Janeiro anunciou nesta semana um novo lote de viaturas que vão compor a frota da Polícia Militar no estado. Além de 758 carros que serão incorporados, o governador, Cláudio Castro, revelou também que a corporação fluminense vai receber ainda neste ano um helicóptero Black Hawk blindado.

O helicóptero Black Hawk (UH-60) é uma das aeronaves mais emblemáticas das forças armadas dos Estados Unidos e tem sido amplamente utilizado em guerras e operações militares desde sua introdução na década de 1970. O interior é projetado para missões militares multifuncionais, com foco na praticidade e na resistência em ambientes de combate. Na cabine de comando, os assentos do piloto e copiloto ficam lado a lado, cercados por um painel de instrumentos que combina controles analógicos e digitais para navegação, comunicação e operação de sistemas.

Helicóptero Black Hawk (UH-60) das Forças Armadas de Israel — Foto: Reprodução
Helicóptero Black Hawk (UH-60) das Forças Armadas de Israel — Foto: Reprodução

Grandes janelas oferecem ampla visibilidade, e parte da estrutura é levemente blindada para proteger os tripulantes contra disparos de armas leves. Na parte traseira, a cabine de tropas acomoda entre 11 e 14 soldados sentados em bancos laterais, com espaço central livre para equipamentos, macas ou carga. Dependendo da missão, o interior pode ser adaptado para evacuação médica, transporte logístico ou operações especiais.

Portas laterais deslizantes permitem acesso rápido e podem ser equipadas com metralhadoras. O ambiente é simples, sem climatização, com materiais resistentes a impacto e fogo, refletindo a prioridade militar por durabilidade e eficiência.

Atualmente, a Polícia do Rio utiliza os helicópteros Bell Huey II, AW-169 e AW119, da italiana Leonardo, e o brasileiro Helibras H-125, modelos que só contam com blindagem na parte inferior e nas laterais. Já o UH-60 Black Hawk, tem maior capacidade, potência e robustez para as operações urbanas.

Helicóptero UH-60 Black Hawk do Exército Brasileiro — Foto: Exército Brasileiro
Helicóptero UH-60 Black Hawk do Exército Brasileiro — Foto: Exército Brasileiro

O uso de aeronaves em operações foi um dos grandes pontos de discussão do recente julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635 — a chamada ADPF das Favelas. ONGs apontam que ela traz prejuízos inclusive à saúde mental dos moradores. O governo defendia a retomada da utilização desses equipamentos como base de tiros, o que estava restrito até então pela ADPF. O Supremo Tribunal Federal (STF) acabou flexibilizando esse ponto, ao permitir a presença deles com essa finalidade.

No Brasil, o Black Hawk é usado por Exército, Aeronáutica e Marinha, totalizando 26 exemplares disponíveis. Hoje, mais de 4.000 exemplares do Black Hawk estão em operação no mundo, sendo o Exército dos EUA o maior operador do modelo, com cerca de 2.135 unidades. Ao longo dos anos, o Black Hawk esteve presente em diversos conflitos internacionais, incluindo a Invasão do Panamá (1989), a Guerra do Golfo (1990–1991), a intervenção na Somália (1993), as guerras do Afeganistão e do Iraque, além de operações recentes contra grupos extremistas na Síria, no Iraque e em regiões da África.

Helicóptero UH-60 Black Hawk do Exército Brasileiro — Foto: Exército Brasileiro
Helicóptero UH-60 Black Hawk do Exército Brasileiro — Foto: Exército Brasileiro

As características técnicas do Black Hawk reforçam sua versatilidade e resistência em campo de batalha. A versão básica UH-60L, por exemplo, possui dois motores General Electric T700-GE-701C, que oferecem potência para alcançar velocidades de até 294 km/h e uma autonomia de voo de aproximadamente 590 km (podendo ser estendida com tanques auxiliares).

Ele é capaz de transportar até 11 soldados totalmente equipados, além de 4 tripulantes (piloto, copiloto e dois operadores de armamento). O helicóptero também pode ser equipado com metralhadoras M240 de 7,62 mm em ambos os lados e pode receber blindagem adicional e sistemas de contramedidas eletrônicas.

A fama da aeronave foi consolidada no episódio de 1993 em Mogadíscio, na Somália, quando dois helicópteros foram abatidos durante uma missão das forças especiais americanas — episódio que inspirou o livro e o filme Black Hawk Down. 

Fonte:Extra o Globo