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Quatro policiais e um advogado acusados de revender 16 toneladas de maconha para traficantes do Comando Vermelho na comunidade de Manguinhos tiveram a prisão preventiva revogada pela Justiça na segunda-feira (02). A liberdade foi concedida pela 1ª Vara Criminal de Resende, que concluiu que a investigação da Polícia Federal (PF) não conseguiu comprovar o crime. Presos desde outubro de 2023, os agentes já foram lotados na Delegacia de Roubos e Furtos de Carga (DRFC).

Juan Felipe Alves da Silva, Renan Macedo Guimarães, Alexandre Barbosa da Costa Amazonas e Eduardo Macedo de Carvalho estão presos desde 2023 — Foto: Reprodução/TV Globo
Juan Felipe Alves da Silva, Renan Macedo Guimarães, Alexandre Barbosa da Costa Amazonas e Eduardo Macedo de Carvalho estão presos desde 2023 — Foto: Reprodução/TV Globo

A juíza Ludmilla Vanessa Lins da Silva, da 1ª Vara Criminal de Resende, estendeu aos demais um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça a um dos réus. E determinou que eles cumpram as medidas a seguir:

  • Comparecimento mensal ao juízo para informar e justificar atividades
  • Proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência for conveniente ou necessária para a investigação ou instrução
  • Entrega de eventuais passaportes no Cartório.

Os policiais civis Juan Felipe Alves da Silva, Renan Macedo Vilares Guimarães, Alexandre Barbosa da Costa Amazonas e Eduardo Macedo de Carvalho e o advogado Leonardo Sylvestre da Cruz Galvão haviam sido presos no dia 19 de outubro de 2023, na Operação Drake, conduzida pela Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

A investigação aponta que, em 8 de agosto daquele ano, quando os agentes estavam lotados na DRFC, eles, com auxílio do advogado, abordaram um caminhão na Rodovia Presidente Dutra, na divisa de São Paulo com o Rio de Janeiro, que vinha do Mato Grosso do Sul com 16 toneladas de maconha. Os policiais, então, teriam pedido propina para liberar o motorista e, em seguida, teriam escoltado a carga até a favela de Manguinhos e vendido a traficantes.

A Justiça, porém, chegou à conclusão de que essa versão não foi comprovada, alegando que o caminhão foi apreendido apenas com resquícios da droga. Sendo assim, o STJ trancou a ação penal sobre tráfico de drogas. Mas, mesmo em liberdade, os policiais enfrentarão um por corrupção passiva. 

Extra o Globo