
Acusado de matar o influenciador republicano Charlie Kirk, 31 anos, o norte-americano Tyler Robinson, 22 anos, não era aluno da Universidade Utah Valley, onde o crime ocorreu. No entanto, no dia em que Kirk deu a palestra na instituição, o suspeito dirigiu seu carro por 400 km para ir até a universidade. Depois do crime, trocou de roupa e fugiu a pé. Charlie Kirk foi atingido por um tiro no pescoço quando debatia com estudantes no campus. As informações são de agências internacionais.
As autoridades acreditam que um único tiro foi disparado de um telhado a quase 200 metros de distância. Um fuzil de alta potência foi localizado em uma área arborizada que a polícia acredita ter sido a rota de fuga do suspeito. Dias antes, ainda de acordo com os amigos do suspeito, Robinson havia relatado a eles que Charlie Kirk estaria em Utah para uma palestra a jovens universitários e disse não gostar do ativista.
Depois, o próprio teria confessado o crime a pessoas próximas, segundo a polícia. Aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, Kirk morreu nessa quarta-feira (10), após ser baleado no pescoço enquanto falava em um evento. Parentes relataram à polícia que o suspeito radicalizou seu discurso político nos últimos anos. O governador do Utah, Spencer Cox, disse que a polícia também encontrou, em uma rede social sua, mensagens sobre uso de fuzis e cartuchos de bala. E afirmou que o suspeito deixou mensagens inscritas no fuzil e cartuchos supostamente utilizados no crime contra Kirk.
Mais cedo, entrevista à rede de TV Fox News, Donald Trump disse que o próprio suspeito foi voluntariamente até uma delegacia local após um pastor local, que também é policial, delatá-lo a seu pai, que então o convenceu a se entregar. "Queria agradecer à família de Tyler Robinson. Vocês fizeram a coisa certa", declarou o governador. Ele disse que o atirador confessou o crime a amigos, que então entraram em contato com sua família.
As buscas mobilizaram o FBI e policiais locais, mas foram amigos e a própria família do suspeito, que o entregaram, disse o governador do Utah. Investigadores do caso entrevistaram mais de 200 pessoas e coletaram mais de 7.000 pistas, segundo a polícia. Na quinta-feira (11), o FBI divulgou imagens de um homem considerado "o potencial atirador" e anunciou uma recompensa de US$ 100 mil dólares (cerca de R$ 630 mil) por informações que levem à sua identificação e captura.
Na imagens aparecia um homem com um boné preto, óculos escuros, tênis e uma camiseta preta com uma estampa que parece ser a bandeira norte-americana. Na coletiva desta sexta, as autoridades não informaram se o homem da primeira foto é o suspeito detido pela polícia.
Correio
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