Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que entraram em campo para tentar conseguir votos no Senado a favor de Jorge Messias dizem ser necessário abrir distância da batalha política liderada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, contra o presidente da República.
Magistrados afirmaram à coluna que o confronto político tem como pano de fundo não apenas a preferência de Alcolumbre pelo nome do senador Rodrigo Pacheco para a vaga, mas também uma disputa para saber quem manda mais nos negócios de Estado _se o Executivo ou o Legislativo.
É uma batalha que tem implicações também nos arranjos eleitorais de 2026 e no espaço que cada partido que integra o governo Lula terá na máquina federal durante o pleito do próximo ano _se derrotado, o petista fatalmente terá que ceder ainda mais espaço para os partidos do Centrão.
Nesse contexto, a maioria dos magistrados acha que não deve abraçar uma causa que não é do Supremo, mas sim da arena exclusivamente partidária.
Ministros como André Mendonça, Kassio Nunes, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Dias Toffoli têm conversado discretamente com parlamentares dizendo que não há imputações contra Messias nem restrições ao currículo jurídico dele.
Portanto, do ponto de vista do Judiciário, não haveria razão para a rejeição. E não faria sentido também ajudar a empurrar o governo Lula para uma crise ainda maior.
Messias está batendo de porta em porta no Senado para tentar contornar a resistência de Alcolumbre à sua indicação para a vaga de Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro.
Buscou também dialogar com os ministros do Supremo _há alguns dias, ele telefonou para Alexandre de Moraes, que defendia o nome de Rodrigo Pacheco para a Corte.
Politica Livre
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