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Caso o Congresso instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master, a iniciativa não deve partir da Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), busca evitar desgaste político com a criação de um colegiado que teria como foco a instituição de Daniel Vorcaro, que mantém vínculos com integrantes do Centrão.

Segundo líderes partidários ouvidos pelo Metrópoles, o tema sequer foi discutido na primeira reunião entre eles, realizada nessa quarta-feira (28/1).

Depois de um 2025 turbulento, a avaliação entre os parlamentares é de que a Câmara não quer iniciar os trabalhos com temas polêmicos na pauta. A instalação de uma CPI em ano eleitoral, dizem, intensificaria narrativas entre esquerda e direita e poderia prejudicar as negociações políticas por cargos em troca de apoio, comuns ao centro nesse período.

Além disso, o tempo de funcionamento do colegiado seria reduzido, já que o Congresso tem pouco menos de seis meses para votar propostas antes do início da campanha eleitoral, quando deputados e senadores passam a se dedicar aos palanques em seus estados.


Câmara resiste à CPI

  • Hugo Motta quer evitar desgaste político e não pretende iniciar a investigação pela Casa;
  • Líderes afirmam que a CPI sequer foi discutida na primeira reunião do ano.
  • Ano eleitoral pesa contra a comissão. Parlamentares avaliam que a CPI ampliaria a polarização e atrapalharia negociações políticas.

Oposição e governo querem CPI

As articulações para a instalação do colegiado ocorrem tanto no Senado quanto na Câmara, com apoio de governistas e oposicionistas. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou ter obtido a assinatura de mais da metade da Casa Alta no pedido de criação da comissão.

Na Câmara, o principal requerimento é de autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ). Ao Metrópoles, Jordy disse que o pedido, protocolado em 23 de dezembro, já reúne 257 assinaturas de parlamentares das duas Casas. A lista de signatários vai do senador Fabiano Contarato (PT-ES) ao líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).

“No requerimento, as investigações indicam que os fundos supostamente fraudulentos do Banco Master não se restringiram a operações privadas, havendo indícios de aquisição desses ativos por fundos previdenciários estaduais e municipais, incluindo regimes próprios de previdência de servidores públicos”, afirmou Jordy.

Fonte:Metrópoles