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O cenário de repressão política e de crise econômica e humanitária na Venezuela é um dos fatores que motivou cerca de 8,6 milhões de venezuelanos a deixarem o país nos últimos anos. O ex-militar Carlos Zapata, de 35 anos, está entre essas pessoas .

Ao Metrópoles, Zapata, que vive no Distrito Federal, contou que atuava como sargento da Guarda Bolivariana da Venezuela. Em 2019, sob o regime de Nicolás Maduro, ele deixou o serviço militar após se recusar a barrar a entrada de ajuda humanitária no país.

“O comandante do quartel deu uma ordem para impedir a entrada de ajuda humanitária na Venezuela. Eu não cumpri essa ordem, junto com vários companheiros das Forças Armadas pela Venezuela”, afirmou ao Metrópoles.

Depois desse episódio, ele e a família passaram a ser ameaçados. Por isso, ele e a família decidiram deixar o país. Eles cruzaram a fronteira entre a Venezuela e o Brasil a pé por Roraima.

“Minha família e meu filho estavam sendo ameaçados por militares na Venezuela na ditadura. Foram na minha casa me procurar. Não conseguiram. Minha mulher e meu filho se esconderam, porque senão seriam presos”, conta.

Segundo a Plataforma de Coordenação Interagencial para Refugiados e Migrantes da Venezuela, dos 8,6 milhões de venezuelanos que vivem fora do país atualmente, 732 mil estão Brasil.

Fonte:Metrópoles