
Enquanto diferentes líderes da América Latina condenavam o ataque dos
Estados Unidos à Venezuela neste sábado (3), o presidente da Argentina,
Javier Milei, foi na contramão e comemorou a ação.
Em uma postagem na
rede social X, o líder argentino escreveu "A liberdade avança. Viva a
liberdade, c", ao comentar a notícia de que Donald Trump capturou o
ditador Nicolás Maduro após ofensiva contra Caracas.
A
comemoração de Milei foi seguida por uma mensagem de apoio da
ex-ministra de Segurança Pública e atual senadora governista Patricia
Bullrich. "A Venezuela será livre", escreveu ela.
Além de
apresentar um alinhamento incondicional à Casa Branca, o presidente
argentino já tinha manifestado em diversas ocasiões sua desaprovação ao
regime chavista.
Recentemente, durante a cúpula do Mercosul,
Milei foi na contramão da postura do governo Lula e pediu a condenação
do regime de Maduro. O presidente argentino dedicou uma parte central de
seu discurso à Venezuela, após Lula afirmar que uma ação militar dos
EUA causaria uma "catástrofe humanitária".
"Os limites do direito
internacional estão sendo testados. Uma intervenção armada na Venezuela
seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente
perigoso para o mundo", disse o petista.
Milei, por sua vez, afirmou que a Venezuela já passa por uma crise política, humanitária e social devastadora.
"A
ditadura atroz e desumana do narcoterrorista Nicolás Maduro amplia uma
sombra escura sobre nossa região. Esse perigo e essa vergonha não podem
continuar existindo no nosso continente", afirmou. "A Argentina saúda a
pressão dos EUA e de Donald Trump para libertar o povo venezuelano. O
tempo de ter uma abordagem tímida nessa matéria se esgotou."
O
ultradireitista também disse em entrevista a um jornal britânico na
última semana que "Maduro é alguém que usou recursos do Estado para
infectar todo o continente com o comunismo" e que "o mundo seria um
lugar melhor sem o comunismo venezuelano".
Maduro, por sua vez,
afirmou no passado que Milei era um "traidor" de seu país e que ele quer
transformar a Argentina novamente em uma colônia.
Por Douglas Gavras / Folhapress
0 Comentários