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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ser acionado para mediar um conflito na Bahia. Lá, o PT quer lançar chapa puro-sangue nas eleições de outubro, com o governador Jerônimo Rodrigues como candidato a novo mandato, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para o Senado e o líder do governo na Casa, Jaques Wagner, à reeleição.

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O senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, disse que o partido permanecerá em aliança com o PT. Mesmo assim, afirmou que chapa puro-sangue tende a resultar em derrota, como ocorreu quando Wagner foi eleito governador da Bahia, em 2006, tirando do páreo o candidato de ACM Neto. “Chapa carniça pode dar problema”, avisou.

A Bahia tem a polícia mais letal do País e a violência é um dos principais gargalos de quase duas década de gestão petista. Aliado há anos do PT no Estado, o PSD reivindica uma das vagas ao Senado, uma vez que o mandato de Ângelo Coronel (PSD-BA) também vai acabar.

O PT ofereceu a suplência para Coronel e a vice na chapa de Jerônimo para o filho dele, o deputado federal Diego Coronel (PSD-BA).

Otto Alencar lembra que ACM Neto sofreu derrota por apostar em chapa puro-sangue 

Otto Alencar disse que o partido não aceita essa oferta, muito menos mandar um senador para a suplência. “Isso fere o amor próprio dele. É uma proposta que não deveria ter sido feita”, afirmou Otto, que foi vice-governador da Bahia na gestão de Wagner.

No mês passado, Otto Alencar Filho foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) da Bahia e renunciou ao mandato de deputado federal.

Em conversas reservadas, petistas dizem que a nomeação já foi um afago ao presidente do PSD baiano. Otto nega que tenha havido favorecimento.

(Após a publicação da reportagem, o senador Otto Alencar afirmou que usou o termo “carlista”, e não “carniça”, e que não se referiu à chapa do PT na Bahia de forma pejorativa).

Fonte :o Estadão