
A decisão de Veneza de cobrar uma taxa para acesso ao centro histórico trouxe à tona uma discussão global sobre turismo excessivo. No Brasil, essa realidade já faz parte do dia a dia de vários destinos.
Assim como ocorre na cidade italiana, municípios brasileiros adotaram cobranças para visitantes como forma de proteger o meio ambiente e organizar o fluxo turístico.
Em praias, ilhas e parques naturais, a taxa virou ferramenta de controle. Os valores variam, mas o objetivo é o mesmo: reduzir impactos e garantir a preservação das paisagens.
Turismo sob controle também no Brasil
O movimento iniciado em Veneza ajuda a ilustrar um desafio comum a destinos muito procurados. No Brasil, cidades já lidam há anos com os efeitos do turismo intenso.
As taxas podem ser cobradas por visitante, por veículo ou por período de permanência. Em muitos casos, o pagamento é exigido antes mesmo da chegada ao destino.
Moradores costumam ter isenção ou descontos. Assim, o custo da preservação recai principalmente sobre quem visita a cidade por lazer.
1- Chapada dos Veadeiros, em Goiás
Em Alto Paraíso de Goiás, turistas precisam pagar uma taxa ambiental para circular pela cidade e acessar a Chapada dos Veadeiros.
A região concentra cachoeiras, trilhas e áreas protegidas, incluindo um parque nacional reconhecido internacionalmente.
Os valores variam conforme o perfil do visitante, com reduções para moradores e estudantes.
2- Morro de São Paulo, na Bahia
Morro de São Paulo, na Bahia, cobra uma tarifa ambiental válida por um período prolongado.
O pagamento pode ser feito no desembarque ou de forma on-line, o que facilita a entrada dos visitantes.
Alguns grupos, como crianças pequenas e idosos, estão isentos da cobrança.
3- Fernando de Noronha, em Pernambuco
Fernando de Noronha aplica uma taxa ambiental diária, considerada uma das mais altas do país.
O valor deve ser pago por pessoa e aumenta conforme o número de dias de permanência.
A estratégia busca evitar estadias longas e reduzir a pressão sobre o ecossistema da ilha.
4- Jericoacoara, no Ceará
Para entrar em Jericoacoara, no Ceará, o visitante paga uma taxa válida por até dez dias.
Caso a viagem seja estendida, há cobrança adicional por diária.
O pagamento antecipado ajuda no planejamento turístico da vila.
5- Abrolhos, na Bahia
O acesso ao arquipélago de Abrolhos inclui uma taxa ambiental associada aos passeios turísticos.
Os valores variam conforme a origem do visitante, com preços distintos para brasileiros e estrangeiros.
A arrecadação é usada na preservação da vida marinha da região.
6- Santo Amaro, no Maranhão
Santo Amaro, no Maranhão, cobra uma taxa de turismo sustentável com validade limitada.
O pagamento ocorre na entrada do município e é feito de forma individual.
O recurso auxilia na manutenção da infraestrutura local.
7- Pipa, no Rio Grande do Norte
Em Pipa, no Rio Grande do Norte, o acesso ao Chapadão envolve pagamento de taxa.
A cobrança é direcionada a quem utiliza veículos para chegar ao local.
A medida busca proteger uma das áreas mais visitadas da praia.
8- Ubatuba, em São Paulo
Ubatuba, no litoral paulista, cobra valores diferentes conforme o tipo de veículo.
A taxa é aplicada especialmente em períodos de maior movimento turístico.
O objetivo é reduzir impactos ambientais e urbanos.
9- Bombinhas, em Santa Catarina
Bombinhas cobra taxa ambiental apenas nos meses mais movimentados do ano.
Os valores variam conforme o veículo utilizado.
A arrecadação ajuda a custear ações ambientais durante o verão.
Fonte:Correio
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