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O alvo em Salvador da operação deflagrada contra o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, nesta quarta-feira (25), é parente dele e dono de uma construtora que recebeu quase R$ 190 milhões em repasses.
Segundo a Polícia Federal (PF), o dinheiro é fruto de um esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro que está em investigação, que deveria ser para obras de infraestrutura em Pernambuco.
O ex-prefeito de Petrolina (PE) Miguel Coelho e deputado Fernando Filho (União-PE), que são filhos do ex-senador, também estão na mira da investigação.
O homem investigado na Bahia foi identificado como Pedro Garcez de Souza. Ele teve mandados de busca e apreensão cumpridos em sua residência, em um condomínio de luxo localizado no Horto Florestal, bairro nobre da capital baiana, e também na sede da empresa, a Liga Engenharia LTDA.
A Operação Vassalos foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. A decisão cita a “meteórica ascensão da preferência municipal” por uma única empresa, a do investigado.
Os dados e valores pagos estão disponíveis no portal "Tome Conta" do Tribunal de Contas de Pernambuco, onde há uma lista dos maiores destinatários de recursos de Petrolina. Em 2017, a Liga Engenharia LTDA recebeu valores do município de mais de R$ 1,3 milhão. Saltando para mais de R$ 55 milhões em 2024.
Segundo as investigações, agentes públicos e empresários teriam se aliado para desviar bilhões de reais em emendas parlamentares, que são as verbas enviadas por deputados e senadores aos seus redutos eleitorais.
Durante o cumprimento dos 42 mandados em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e Distrito Federal, os agentes apreenderam dinheiro vivo, uma coleção de relógios e um carro de luxo. O material encontrado em Salvador não foi detalhado.
A produção de reportagem tentou, mas não conseguiu contato da defesa de
Pedro Garcez de Souza e da Liga Engenharia. Os advogados de Fernando
Bezerra Coelho e os filhos disseram que vão se posicionar depois de ter
acesso aos autos do processo. Já a procuradoria-geral de Petrolina
afirmou que não tem conhecimento das justificativas para a ação da
Polícia Federal.
Decisão diz que empresa era favorecida em contratos — Foto: Reprodução/TV Bahia
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