
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça
determinou nesta sexta-feira (20/02) que o presidente do Senado, Davi
Alcolumbre (União-AP), entregue à CPI mista do INSS e à PF (Polícia
Federal) os dados do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, decorrentes
de quebra de sigilo do banqueiro.
Mendonça, que assumiu a relatoria do caso Master na última semana após o
afastamento de Dias Toffoli, também decidiu que caberá à Polícia
Federal ficar responsável pelas informações. O antigo relator havia
determinado que os dados ficassem com a Presidência do Senado.
A decisão atende a um pedido do presidente da CPI do INSS, senador
Carlos Viana (Podemos-MG), que solicitou na última sexta (13) devolução
dos documentos referentes a quebras de sigilo de Vorcaro.
Na ocasião, o parlamentar argumentou que o acesso aos arquivos é
importante para consolidar as provas colhidas e para avançar com a
elaboração do relatório final. “A comissão tem o dever constitucional de
apurar os fatos com profundidade, respeito ao devido processo legal e
total transparência”, disse.
Os documentos de Vorcaro foram retirados da CPI do INSS, em dezembro,
por decisão do antigo relator do caso Master. Toffoli deixou o processo
na noite de quinta (12) após sofrer uma pressão intensificada depois que
a Folha de S.Paulo revelou conexões entre o ministro, o resort Tayayá e
o banco de Vorcaro.
Na época da retirada dos documentos da CPI, o presidente do colegiado
disse ter recebido com “indignação” a decisão, a qual classificou como
“estranha” e “grave”. Posteriormente, ele e Toffoli chegaram a se
reunir, mas a medida não foi revertida.
À época, o ministro negou o pedido de anulação das quebras de sigilos
telemático, bancário e fiscal feito pela defesa de Vorcaro, mas, como a
decisão se deu em caráter provisório, o magistrado determinou que o
material colhido até o momento seguisse para a Presidência do Senado até
decisão posterior da corte.
Foto: Gustavo Moreno/STF
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