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Durante a tarde desta quinta-feira (5), mais dois homens morreram após confrontos com equipes da Polícia Militar no Nordeste de Amaralina, em Salvador. Pela manhã, outro suspeito também foi morto no Vale das Pedrinhas, após troca de tiros com policiais. Com isso, chegou a 11 o número de mortes registradas na região desde a última terça-feira (3), quando o cabo da Polícia Militar Glauber Rosa Santos, de 42 anos, foi baleado na cabeça e morreu durante o serviço.

Segundo informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), as duas vítimas teriam sido flagradas comercializando drogas e, durante a tentativa de abordagem, houve confronto com as equipes policiais. Os homens foram atingidos por disparos e socorridos para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiram aos ferimentos.

Ainda de acordo com a pasta, os dois integravam a facção criminosa Comando Vermelho (CV) e possuíam passagens pela polícia por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. A dupla costumava exibir armamentos nas redes sociais.

Durante a ação, foram apreendidas duas pistolas, calibres 9 mm e .40, uma granada, carregadores, munições e porções de drogas.

Pela manhã, um confronto envolvendo equipes da Rondesp Atlântico e do 30º Batalhão da Polícia Militar (BPM) ocorreu durante patrulhamento no bairro. Um homem foi baleado e morreu. Com ele, a polícia apreendeu uma pistola calibre .380, carregada, 21 porções de crack, quatro porções de cocaína, 113 porções de maconha e uma balança de precisão. A Polícia Civil foi procurada em busca de informações sobre as identidades das três vítimas, mas não houve retorno.

O policiamento foi reforçado no Complexo do Nordeste de Amaralina após a morte do cabo da Polícia Militar Glauber Rosa Santos baleado na cabeça e morto em serviço. Natural de Senhor do Bonfim, no norte da Bahia, ele era lotado no 30º Batalhão da Polícia Militar da Bahia (BPM-BA), responsável pelo policiamento da região.

Na terça-feira, oito pessoas morreram durante uma operação policial. Segundo a SSP-BA, seis dos mortos tinham passagens pela polícia e integravam uma facção criminosa.

Ainda conforme a secretaria, os suspeitos já haviam sido presos por crimes como tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma de fogo, estelionato, furto e receptação. O policiamento foi intensificado após o assassinato do policial militar, baleado na cabeça logo após desembarcar de uma viatura. 

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