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 Apontado como chefe de uma quadrilha que explodia caixas eletrônicos e assaltava mansões no Rio, Eduardo Lima Franco, o Dudu, foi preso, na manhã desta sexta-feira, num motel em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. No local foi capturada também uma mulher identificada como Sandy que, segundo a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE), era a operadora financeira do bando, responsável pela lavagem do dinheiro obtido com os crimes.

Os dois suspeitos eram considerados foragidos desde a última quarta-feira, quando a quadrilha foi alvo de uma megaoperação policial. Na ocasião sete pessoas foram presas e foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina — de onde é parte do bando. O grupo criminoso, de acordo com as investigações da Draco/IE, tem ligações com o Comando Vermelho (CV).

Os investigadores afirmam que Dudu era quem coordenava o planejamento estratégico das ações criminosas da quadrilha. De acordo com a Draco/IE, ele selecionava os alvos, articulava a logística interestadual e determinava a divisão dos valores obtidos com os crimes.

Já Sandy, além da lavagem de dinheiro, fazia a movimentação de recursos e a utilização laranjas para dissimular a origem ilícita do dinheiro. A estrutura financeira sob sua gestão, afirma a investigação da Draco/IE, foi responsável por movimentar aproximadamente R$ 30 milhões ao longo de cinco anos.

As investigações continuam para identificar outros integrantes, aprofundar a análise do material apreendido e ampliar a responsabilização penal dos envolvidos.

Invasões na Zona Sul

De acordo com a apuração da Draco/IE, o bando foi responsável por pelo menos três invasões a apartamentos localizados na Zona Sul do Rio. Os assaltos e furtos ocorreram entre o fim de 2024 e os primeiros meses de 2025.

Os crimes ocorreram nos bairros do Leblon, de Copacabana e de Ipanema. Neste último, dois bandidos foram flagrados por uma câmera de segurança levando um cofre. A ação durou cerca de cinco minutos. A polícia não informou o valor roubado.

Segundo o delegado Jefferson Ferreira, da Draco/IE, os criminosos faziam uma espécie de levantamento nos locais onde os roubos iriam ocorrer. Eles verificaram a existência de possíveis câmeras de vigilância e ainda tentavam obter informações privilegiadas. 

Extra o Globo