Daniel Vorcaro declarou à Receita Federal ter uma renda de R$ 570 milhões em 2024 e recebeu cerca de R$ 28 mil de restituição do Imposto de Renda, segundo dados do Fisco enviados à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS e obtidos pelo jornal Folha de São Paulo.
Os valores foram informados na declaração de 2025, referentes ao ano anterior. Naquele período, elementos investigados pela PF (Polícia Federal), como a venda de carteiras falsas ao BRB (Banco Regional de Brasília), já estavam em marcha.
À Folha a defesa de Vorcaro afirmou que não irá se manifestar sobre o assunto.
Segundo o documento, Vorcaro recebeu R$ 1,7 milhão de remuneração do Banco Master naquele ano. O valor mensal em "rendimentos do trabalho assalariado" foi de R$ 96.213,60 de janeiro até agosto e subiu para R$ 100.677,91 mensais a partir de setembro.
Do montante total que o empresário recebeu do Master, foram retidos na fonte cerca de R$ 307 milhões.
Além dos valores tributáveis, Vorcaro informou em sua declaração de IR que tinha cerca de R$ 431 mil em rendimentos sobre os quais não incidem impostos.
A declaração também mostra um salto patrimonial. No fim de 2023, Vorcaro apresentava R$ 1,41 bilhão em bens e direitos, valor que alcançou R$ 2,64 bilhões no fim do ano seguinte.
O documento registra que Vorcaro guardava R$ 1,38 milhão em dinheiro em espécie em 2023. No ano seguinte, o valor caiu para R$ 250 mil.
Os bens do ex-banqueiro declarados em 2024 incluem R$ 47,28 milhões em relógios e obras de arte, segundo o documento, que não detalha os itens. Ele ainda declarou R$ 517,98 milhões em ações da Master Holding Financeira, além de R$ 650 milhões de ações da DV Holding Financeira, entre outros valores.
Daniel Vorcaro voltou a ser preso em 4 de março em nova fase da operação policial Compliance Zero que também atingiu dois servidores do Banco Central, o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, um policial aposentado, entre outros.
A determinação da prisão preventiva (sem tempo determinado) foi do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que se tornou relator dos inquéritos relacionados ao caso.
Liquidado pela autoridade monetária em novembro, o Banco Master já causou perdas de mais de R$ 50 bilhões a diferentes entidades, incluindo o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e fundos de pensão.
Fonte:folhapress
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