A autorização concedida pelo ministro do STF André Mendonça para que o empresário Daniel Vorcaro receba advogados no presídio sem gravação de áudio e vídeo passou a ser usada como precedente por detentos em presídios federais. A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), já anunciou que fará pedido semelhante, o que acendeu alerta entre autoridades do sistema de segurança pública. A informação é da CNN.
Especialistas e integrantes do sistema de justiça afirmam que o monitoramento em presídios federais é considerado essencial para impedir que presos de alta periculosidade utilizem contatos com advogados para transmitir ordens a organizações criminosas. Segundo eles, abrir exceções pode fragilizar o modelo de segurança, já que outros detentos podem exigir o mesmo direito com base no precedente criado no caso Vorcaro.
Por outro lado, advogados e juristas defendem a decisão e argumentam que a gravação das conversas entre presos e defensores viola o sigilo profissional garantido por lei. A Ordem dos Advogados do Brasil questiona a prática no Supremo Tribunal Federal e sustenta que o direito à comunicação reservada entre advogado e cliente é um princípio fundamental do Estado de Direito, devendo a gravação ocorrer apenas em situações excepcionais e devidamente autorizadas.
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