Gilza Castro Silva, moradora do bairro KM 03, em Jequié, busca informações sobre o paradeiro do seu filho, Guilherme Silva Barbosa, 17, desaparecido desde a manhã de segunda-feira (02/03), quando saiu de casa após receber informações sobre a aparição de uma bicicleta que o mesmo teria abandonado no sábado ao ser perseguido por homens desconhecidos.

Na Delegacia territorial de Jequié, a mulher, que é funcionária de uma fábrica de calçados aguardava na tarde desta terça-feira informações sobre Guilherme e, à polícia, ela relatou ter recebido uma notícia de que o filho poderia ter sido sequestrado e violentado, mas mantém viva a esperança de encontrar o filho com vida.

Uma equipe de policiais civis da 9ª COORPIN (Coordenadoria Regional de Polícia do Interior) iniciou as diligências para elucidação do caso, se dirigindo ao bairro Mandacaru, local onde supostamente Guilherme estaria depois de sequestrado, mas o jovem não foi encontrado e as buscas continuam.

No registro, consta também a informação da família de que teria recebido via WhatsApp imagem acompanhada de mensagem dando conta de que Guilherme teria sido capturado por indivíduos supostamente vinculados à Facção Mandacaru. Em entrevista ao BMF, Gilza, abalada com a situação disse que quer apenas uma resposta sobre o paradeiro de Guilherme. ”Ele falou que ele foi perseguido por uns caras, que a bicicleta ele teria deixado e saiu correndo. Aí, na segunda, eu sair para o trabalho e deixei ele dormindo, quando eu cheguei no horário de almoço ele não estava em casa, meu irmão me mandou mensagem, que ele tinha saído uma dez e meia com a bicicleta dele, pra ir buscar a minha bicicleta, que estava desaparecida, ele saiu para o local e não retornou”, contou a mulher, que fez apelo: ”eu tenho confiança que meu filho está vivo, e se não tiver vivo que apareça para a gente fazer o enterro digno. Eu quero uma resposta, que quero meu filho, vivo ou morto, só Deus sabe como estou”, desabafou Gilza Castro.

Conforme apurou a redação, Guilherme já teve passagem pela polícia por ato infracional, mas não se trata de caso recente, o mesmo teria sido submetido a tratamento socioeducativo em Vitória da Conquista. Ainda conforme informações apuradas, o irmão da vítima, maior de idade, também possui passagem pela polícia e teria recebido informações de que Guilherme seria executado, a Polícia Civil trabalha com várias linhas de investigação, não descartando a hipótese de rixa entre os autores e o irmão do adolescente. O caso, registrado inicialmente como desaparecimento já consta em inquérito policial instaurado pelo Núcleo de Homicídios da 9ª Coorpin.