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O presidente da Câmara de Vereadores de Sobradinho, Edson Cardoso dos Santos (PSD), voltou a ser preso na quinta-feira (5), após descumprir medidas cautelares. O vereador é investigado pela Polícia Civil por fraudes em processos licitatórios e desvio de recursos no município.
Edson Cardoso dos Santos, conhecido como "Cachoeira do Bolo", foi preso em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo na quinta-feira (25). Ele também tinha mandado de prisão temporária pelos crimes de organização criminosa, peculato, contratação ilegal e frustração do caráter competitivo de licitação.
Conforme informações apuradas pela TV Oeste, afiliada da TV Bahia na região, o vereador foi colocado em liberdade no dia 1º de março. Porém, ele descumpriu as medidas cautelares da liberdade provisória, o que motivou um pedido de prisão preventiva, emitido pelo Ministério Público da Bahia.
Em nota, a Polícia Civil detalhou que Edson Cardoso não foi encontrado em casa na quinta-feira. Posteriormente, ele se apresentou na delegacia e teve o mandado de prisão cumprido.
O g1 entrou em contato com a defesa do vereador sobre o caso, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. O portal tenta contato com a Câmara de Vereadores de Sobradinho para um posicionamento.
Fraudes
De acordo com a Polícia Civil, os crime foram cometidos entre 2025 e 2026 e as investigações começaram após denúncias anônimas.
As investigações apontaram que a estrutura do grupo é organizada, composta por servidores públicos, agentes políticos, empresários e um assessor jurídico.
O grupo simulava procedimentos legais e viabilizava a contratação de empresas previamente escolhidas, sem a devida concorrência pública. Em diversos casos, as empresas sequer executavam os serviços contratados.
Além de ter sido preso, o presidente da Câmara afastado foi de suas funções pelo prazo de 90 dias, por determinação judicial, com o objetivo de preservar a instrução processual e evitar interferências nas investigações.
Os outros suspeitos não tiveram os nomes divulgados, mas vão responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, contratação ilegal e frustração do caráter competitivo de licitação.O assessor jurídico da Casa Legislativa também foi afastado das funções por 90 dias.
Fonte:G1
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