
O
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) incluiu 169 novos empregadores
na chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada nesta terça-feira
(7). Com as novas inscrições, o cadastro passou a reunir 614 nomes —
publicações que decorrem de processos administrativos concluídos, com
garantia de contraditório e ampla defesa, e permanecem no cadastro por
dois anos. O documento é divulgado semestralmente para dar transparência
às ações fiscais que combateram trabalho análogo à escravidão,
envolvendo órgãos como a Auditoria Fiscal do Trabalho, Polícia Federal,
Ministério Público do Trabalho e Defensoria Pública da União.
Entre
os adicionados estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD.
No caso da BYD, a inclusão decorre de uma força-tarefa do Ministério
Público realizada em 23 de dezembro de 2024, quando 163 trabalhadores
foram resgatados em Camaçari (BA) e parte das obras de uma fábrica foi
suspensa; investigações apontaram entrada irregular no país e exercício
de funções diversas das previstas nos vistos de trabalho. A BYD afirmou
ter rescindido contrato com a construtora terceirizada Jinjiang após
receber notificação do MPT sobre “graves irregularidades”.
Amado
Batista aparece no cadastro como proprietário de dois sítios em
Goianápolis (GO): no sítio “Esperança” foram identificados 10
trabalhadores em situação análoga à escravidão; no “Recanto da Mata”,
quatro. As decisões administrativas que confirmaram as infrações datam
de 1º de agosto de 2025 (Esperança) e 3 de novembro de 2025 (Recanto da
Mata).

A
publicação destaca que a inclusão só ocorre após conclusão dos
processos administrativos. A reportagem tentou contato com a assessoria
de Amado Batista por meio dos dados disponíveis em seu site, mas não
obteve resposta até a publicação; o cantor também não se manifestou nas
redes sociais.
Com informações da Agência Brasil
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