Matheus Magrini é irmão de MC Ryan SP e filho de traficante do PCC

O influenciador Matheus Magrini foi preso na Operação Narco Fluxo nesta quarta-feira, 15, em Jundiaí, São Paulo, na mesma ação que prendeu seu irmão por parte de mãe, o funkeiro MC Ryan SP. O rapaz, assim como o cantor, levava uma vida de ostentação nas redes sociais. A operação da Polícia Federal investiga uma organização criminosa acusada de fazer lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão.

Filho de Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro, Matheus ostentava mansões, carrões e uma vida de luxo na web. Em outubro do ano passado, seu pai em outra operação que investigava um esquema de lavagem de dinheiro ligado a dois dos traficantes mais procurados do Brasil, integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Assim como o irmão, Matheus gostava de exibir seus bens materiais no Instagram. Aos 21 anos, o jovem se dizia dono de uma empresa de venda e compra de veículos. Eram muitas suas publicações em carrões de luxo, motos e em mansões. Ele também gostava de exibir bebidas caras e cordões de ouro.

Matheus Magrini é irmão de MC Ryan SP e filho de traficante do PCC — Foto: Reprodução/Instagram
Matheus Magrini é irmão de MC Ryan SP e filho de traficante do PCC — Foto: Reprodução/Instagram
Matheus Magrini é irmão de MC Ryan SP e filho de traficante do PCC — Foto: Reprodução/Instagram
Matheus Magrini é irmão de MC Ryan SP e filho de traficante do PCC — Foto: Reprodução/Instagram

MC Ryan SP e Poze do Rodo foram presos

Os MCs Ryan SP e Poze do Rodo, além do influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, foram presos pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (15) em uma das etapas da Operação Narco Fluxo. A ação, que também tem como alvo o empresário de Ryan e influenciador Chrys Dias, foi deflagrada com o objetivo de desarticular uma associação criminosa voltada à movimentação ilícita de valores no Brasil e no exterior, inclusive por meio de criptoativos. A ação contou com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Segundo as investigações, o grupo atuava em esquemas de lavagem de capitais, utilizando um sistema estruturado para ocultação e dissimulação de recursos. Entre os métodos identificados estão operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com ativos digitais. O volume movimentado pelos suspeitos ultrapassa R$ 1,6 bilhão.

Mais de 200 policiais federais cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos. As diligências ocorrem em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, já foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que devem subsidiar o aprofundamento das investigações. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. 

Fonte:Extra o Globo