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Israel afirmou na quinta-feira (9) ter matado o sobrinho de Naim Qassem, líder do grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, em um ataque a Beirute durante a noite.

"As Forças de Defesa de Israel atacaram na região de Beirute e eliminaram Ali Yusuf Harshi, secretário pessoal e sobrinho do secretário-geral do Hezbollah , Naim Qassem", disseram os militares.

O grupo libanês ainda não confirmou a morte.

Ao atacar Israel em 2 de março, o Hezbollah entrou na guerra na região ao lado do Irã, dois dias depois de os Estados Unidos e Israel terem iniciado ataques aéreos contra o Irã.

O grupo atacou Israel após o assassinato do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, no primeiro dia da guerra. Israel afirmou que responderia com força e, desde então, realizou ataques aéreos que mataram mais de mil pessoas.

Desde o início da guerra em Gaza, em 7 de outubro de 2023, Israel já havia enfraquecido as capacidades militares do grupo e o atingido com uma série de assassinatos.

Apesar do cessar-fogo apoiado pelos EUA entre Israel e Líbano em 2024, após mais de um ano de combates, Israel tem realizado ataques regulares contra alvos que identificou como pertencentes ao Hezbollah no Líbano. O país acusou o grupo de tentar se rearmar.

O Hezbollah recusou-se a desarmar-se sob uma proposta dos EUA destinada a prolongar o cessar-fogo. Qassem ameaçou Israel diretamente, dizendo que mísseis cairiam sobre o país se este retomasse uma guerra generalizada contra o Líbano.

Em 2024, Israel assassinou o antecessor de Qassem, o veterano líder Hassan Nasrallah, em um ataque aéreo a um subúrbio de Beirute, o clímax de um conflito que começou quando o Hezbollah disparou contra posições israelenses na fronteira em apoio ao grupo militante islâmico palestino Hamas.

Um mês após o assassinato de Nasrallah, o Hezbollah nomeou Qassem, que era uma figura importante no grupo há mais de 30 anos, como seu novo líder.

O grupo foi criado em 1982 por militantes xiitas muçulmanos no Líbano e apoiado pela Guarda Revolucionária do Irã para combater o que era então a ocupação israelense do sul do Líbano.

Fonte:CNN