Após ser transferido e internado no Hospital Municipal de Itaberaba, o jovem Moisés Almeida falou pela primeira vez sobre o caso na tarde desta segunda-feira (6), em entrevista à jornalista Rafaela Rodrigues.

Acompanhado da prima, Milene — socorrista que prestou os primeiros atendimentos ainda no local —, Moisés contestou a versão apresentada pelos policiais à Polícia Militar e afirmou que não estava armado no momento da abordagem.

“Eu não vi a viatura. Só tinha um policial em pé. Quando ele atirou, depois é que encontrei a viatura mais à frente na estrada. Pela lei, se eu estivesse com droga ou armado, eles deveriam ter ido atrás de mim para verificar a situação, mas não foram. Apenas atiraram e seguiram normalmente”, relatou.

O Portal Raízes teve acesso exclusivo ao exame de raio-X que mostra o projétil alojado no corpo do jovem. Segundo Milene, por poucos centímetros o disparo não causou uma lesão ainda mais grave ou até fatal.
“O sentimento é de indignação. Não houve tiro no pneu. Se eles suspeitavam de algo, por que não foram atrás para verificar se o tiro tinha atingido ou não? Só queremos que admitam o erro”, afirmou.

Questionado sobre o motivo de não ter obedecido à ordem de parada, Moisés explicou que trafegava em alta velocidade e não teve tempo de reagir.

“Quando recebi o tiro, continuei até um posto de combustível porque fiquei com medo de parar e acontecer algo pior”, disse.
Apesar do ocorrido, o estado de saúde do jovem é considerado estável. Ele deverá passar por uma tomografia para avaliar a necessidade de retirada do projétil. Caso não haja comprometimento de órgãos vitais, existe a possibilidade de a bala permanecer alojada no corpo.

Os policiais envolvidos e possíveis testemunhas da ocorrência devem ser ouvidos ainda nesta segunda-feira. Já Moisés deverá prestar depoimento após receber alta médica.

Foto: Extraída do site

 créditos do Portal Raízes