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Os primeiros dias do cessar-fogo entre os EUA e o Irã se mostraram extremamente mortais para o Líbano, com centenas de pessoas mortas por ataques israelenses.

O Irã afirmou que os ataques violam a trégua, que, segundo o país, inclui o Líbano. O Paquistão, que mediou o cessar-fogo, também afirmou que o Líbano estava incluído — mas Israel e os Estados Unidos dizem que o Líbano não fazia parte do acordo.

O presidente libanês, Josef Aoun, disse nesta sexta-feira (10) que 13 integrantes das forças de segurança do país foram mortos na cidade de Nabatieh, no sul do país, no que as autoridades locais descreveram como "o maior ataque israelense desde o início da guerra".

Na quarta-feira (8), poucas horas após o anúncio do cessar-fogo, Israel lançou uma onda massiva de ataques que matou mais de 300 pessoas, incluindo pelo menos 30 crianças, e feriu mais de 1.223, de acordo com as autoridades libanesas. Este foi o dia mais letal no Líbano desde setembro de 2024.

O número de mortos aumentou drasticamente nos últimos dias e o Ministério da Saúde libanês alertou que é provável que suba ainda mais.

O Comitê Internacional de Resgate também afirmou que este foi um dos dias de maior violência em anos.

“Segundo a OMS, suprimentos de primeiros socorros suficientes para três semanas foram utilizados em um único dia devido ao grande número de vítimas, e os estoques podem se esgotar em poucos dias”, disse o IRC em um comunicado.

As Forças de Defesa de Israel reconheceram ter atacado “no coração da população civil”, mas alegaram ter matado pelo menos 180 “terroristas do Hezbollah” e tomado medidas para minimizar os danos aos civis.

Israel continuou a atacar o Líbano na sexta-feira, mesmo depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito à NBC News em uma entrevista na quinta-feira que pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que adotasse uma postura “um pouco mais discreta” em suas operações no Líbano.

Fonte:CNN