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Poliane França Gomes, a "Rainha do Sul", apontada como advogada de uma facção criminosa na Bahia e um dos nomes mais perigosos do tráfico no Nordeste, teve o registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspenso. Ela e outras 13 pessoas estão presas desde novembro do ano passado após uma operação.
Em janeiro deste ano, a Polícia Civil concluiu o inquérito e pediu que o Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendasse que a advogada e todos os presos na operação continuassem presos. O órgão acatou e ofereceu a denúncia à Justiça.
Em nota, a OAB-BA informou que o Tribunal de Ética e Disciplina (TED)
está proibido por lei de se manifestar sobre processos disciplinares em
sigilo, até o trânsito em julgado./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/v/V/iTb9ALTCWCEkwGErQRbQ/whatsapp-image-2026-04-07-at-10.00.52.jpg)
'Rainha do Sul' tem registro da OAB suspenso — Foto: Divulgação
As investigações apontaram que Poliane França manteve relacionamento íntimo com o chefe do grupo, que atualmente está preso no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha, cidade a cerca de 190 km da capital baiana, desde 2013.
A Polícia Civil informou ainda que ela era responsável por transmitir ordens estratégicas, reorganizar territórios, articular cobranças e manter comunicação direta entre internos do presídio e lideranças externas.
De acordo com informações apuradas pela TV Bahia, o chefe da facção com quem ela tinha envolvimento amoroso é Leandro de Conceição Santos Fonseca, conhecido como "Shantaram"./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/C/q/pBoMvXTViGjNtG2swZMw/captura-de-tela-2025-12-14-213715.jpg)
'Rainha do Sul' é casada com chefe de facção — Foto: Reprodução
Um colar apreendido com ela tem as iniciais "RS" cravejadas em diamantes e o apelido "Querido", atribuído ao chefe da facção criminosa Bonde do Maluco, em ouro.
O colar de ouro e diamante foi encontrado pelos policiais durante o cumprimento do mandado de prisão da advogada. No local também foi encontrado um colar com a imagem de um leão e a seguinte frase: "muitos nasceram para viver na selva e eu para ser o rei com minha rainha".
Ainda na casa da suspeita, foram encontrados R$ 190 mil em espécie e uma máquina de contar dinheiro./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/Y/5/z9BJj6QQGbBsFRwUMY2Q/foto-no-tamanho-home-31-.png)
Colar com as iniciais "RS" e o apelido "Querido" foi encontrado na casa da suspeita em Salvador — Foto: Polícia Civil/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/c/h/GXKTxBTbWS2Dq5YXZnSw/foto-no-tamanho-home-32-.png)
Colar de ouro e imagem de leão também foi encontrado na casa da suspeita — Foto: Polícia Civil
Outras prisões da operação
Ao todo foram cumpridos 14 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão na Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Três pessoas que tiveram mandados de prisão cumpridos já estavam presas.
Na Bahia, os alvos da operação eram:
- responsáveis pela contabilidade do tráfico;
- gerentes territoriais que comandavam áreas em Feira de Santana, Lauro de Freitas, Camaçari, Salvador e outras cidades baianas;
- operadores encarregados do transporte, armazenamento e distribuição de drogas e armas.
Além das prisões, foram apreendidos R$ 1 milhão em joias de ouro e a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 100 milhões em contas bancárias. O grupo também ficou proibido de usar os seguintes bens, avaliados em R$ 1 milhão:
- sete veículos;
- uma moto aquática;
- um haras com cavalos de raça;
- uma usina que produz energia solar.
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Dinheiro encontrado com a suspeita em Slavador — Foto: Polícia Civil
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