
Um homem de 30 anos foi preso suspeito de matar outro, de 43, após uma discussão motivada por críticas ao seu estilo de vida e aparência, em Goiânia. Segundo a Polícia Militar, o investigado confessou o crime e declarou que a vítima teria zombado dele por ser roqueiro, usar roupas pretas e coturno.
Em vídeo divulgado pela corporação, o suspeito afirmou que reagiu após se sentir ofendido. “Desaforo que não aceitei”, declarou. A identidade do homem não foi divulgada.
O homicídio ocorreu na madrugada de sábado (6), no Setor Aeroporto. De acordo com a PM, o atrito entre os dois começou cerca de uma semana antes, quando a vítima teria demonstrado rejeição ao suspeito e afirmado não querer proximidade com “pessoas daquele tipo”.
Ao relatar o ocorrido, o homem preso disse que conheceu a vítima naquele dia e que os comentários feitos por ela e por uma mulher que a acompanhava o deixaram profundamente incomodado.
“Ele, junto com a mulher que ele estava lá, começaram a tirar onda com a minha cara, porque eu uso coturno, ando todo de preto, eu sou roqueiro (...) Eu conheci ele naquele dia. E isso (desencadeou) uma falta de paciência minha muito grande”, afirmou.
Segundo o próprio suspeito, no dia do crime ele havia ingerido bebida alcoólica e ainda guardava ressentimento pelo episódio anterior. Movido por esse sentimento, foi até o local onde a vítima estava.
A Polícia Militar informou que o homem atacado sofreu diversos golpes de faca. Ele chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos.
Os policiais destacaram que tanto a vítima quanto o suspeito não possuíam antecedentes criminais, trabalhavam e levavam uma rotina considerada comum até o episódio.
Uma imagem divulgada pela corporação mostra ainda mensagens trocadas entre o investigado e uma amiga. Na conversa, ele teria afirmado que sua intenção era apenas dar “um susto” na vítima e repete que não leva desaforo para casa.
O suspeito foi detido em flagrante menos de uma hora após o crime. A faca utilizada no ataque também foi localizada e apreendida pela Polícia Militar. Não havia confirmação sobre a permanência dele na prisão até a última atualização do caso.
Correio
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