
O caminhoneiro Tauan Felipe Reinert Carlos, de 25 anos, preso após o acidente que deixou 16 mortos na BR-116, no interior da Bahia, é natural de Navegantes, no litoral de Santa Catarina. De acordo com veículos de comunicação catarinenses, ele possui antecedentes criminais por furto, lesão corporal e descumprimento da Lei Maria da Penha, além de já ter sido preso anteriormente.
Tauan passou por audiência de custódia na segunda-feira (1º), por videoconferência. Ele permanece internado no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, sob escolta policial.
Em depoimento, o motorista afirmou que o acidente aconteceu enquanto realizava uma troca de marcha. Ele nega ter invadido a contramão da rodovia. O caminhoneiro também informou não possuir carteira de trabalho assinada.
Após a colisão, Tauan passou por uma cirurgia no braço. Além dele, outras três pessoas seguem internadas em unidades de saúde da região.
Acidente
O acidente entre um caminhão e uma van ocorreu na BR-116, em um trecho do município de Santa Terezinha, no centro-norte da Bahia, e deixou 16 integrantes de uma mesma família mortos. A batida aconteceu no domingo (31).
As vítimas retornavam de uma festa de aniversário realizada em Amargosa, cidade localizada a cerca de 240 quilômetros de Salvador. Os 16 mortos moravam no bairro de Fazenda Coutos, no Subúrbio Ferroviário da capital baiana.
Além das vítimas fatais, quatro pessoas ficaram feridas: três ocupantes da van e o motorista do caminhão. Ele foi preso em flagrante por homicídio doloso na direção de veículo automotor.
Durante a fiscalização realizada após o acidente, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) constatou que o cronotacógrafo do caminhão apresentava irregularidades de funcionamento, o que impossibilitou a comprovação do tempo de direção do condutor por meio do equipamento
.A Delegacia Territorial de Santa Terezinha instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias da tragédia. Os corpos das vítimas foram encaminhados aos Institutos Médico-Legais (IMLs) de Santo Antônio de Jesus, Feira de Santana e Salvador, onde passaram pelos processos de identificação e necropsia.
Informações do Correio
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