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A investigação da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) que culminou na prisão do advogado Cláudio Dias Lourenço apontou que ele abordava mulheres jovens em locais públicos, conquistava a confiança delas e as convencia a acompanhá‑lo, sob o pretexto de um passeio. Ele foi capturado nessa terça-feira (7/7), em Foz do Iguaçu (PR), após estuprar uma jovem em um motel da região.

Por meio de nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que o advogado permanece suspenso e que o caso é apurado pelo Tribunal de Ética e Disciplina da entidade. Segundo a OAB, o processo tramita em sigilo, conforme determina o Estatuto da Advocacia e da OAB (art. 72 da Lei nº 8.906/1994), e é conduzido com rigor e respeito ao devido processo legal.

Passeio, motel, bebidas e estupros

Em um dos casos investigados, o advogado levou duas vítimas a um motel, afirmando que o estabelecimento possuía piscina. No local, ofereceu bebidas alcoólicas às jovens, que passaram a apresentar intenso mal‑estar logo após a ingestão. Aproveitando‑se da vulnerabilidade das vítimas, praticou violência sexual contra uma delas e tentou praticar atos libidinosos contra a outra.

De acordo com a Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 21ª Delegacia de Polícia, o homem, que também é ex‑policial militar do Distrito Federal, possui 14 inquéritos policiais e nove termos circunstanciados registrados no DF, incluindo nove investigações por crimes de estupro, o que evidencia um histórico de reiteração delitiva.

Claudio Martins
O advogado Cláudio Martins

Antes do cumprimento da ordem judicial, entretanto, o homem deixou o Distrito Federal. Há informações de que estaria vivendo na região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

Na última terça‑feira (7/7), o investigado foi preso em flagrante na cidade de Foz do Iguaçu (PR) pela prática de mais um crime de estupro em um motel. Lá, ele teria cometido a violência sexual, reproduzindo o mesmo modus operandi identificado pela investigação conduzida pela SAM da 21ª DP, ao se aproximar das vítimas mediante falsa sensação de segurança, condução a locais isolados e prática dos abusos.


Relembre o caso

  • O advogado e ex-soldado da Polícia Militar do Distrito Federal Cláudio Dias Lourenço é acusado de cometer ao menos nove estupros ao longo de duas décadas.
  • Ele possui uma extensa ficha criminal, que soma 14 inquéritos policiais e nove termos circunstanciados (TCs).
  • Cláudio Dias Lourenço foi preso na terça-feira (7/7) em Foz do Iguaçu (PR), após cometer um novo crime de violência sexual.
  • A captura do advogado foi resultado de uma operação conjunta entre as polícias civis do Distrito Federal e do Paraná.
  • A primeira denúncia formal de estupro foi registrada em 2001, quando uma mulher foi rendida por ele com uma arma de fogo em um ponto de ônibus e levada para uma área isolada perto do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
  • Uma de suas condenações judiciais por estupro ocorreu em decorrência de um ataque cometido em 2020, no Guará.
  • Em 2025, o advogado foi alvo de uma ocorrência baseada na Lei Maria da Penha, na 32ª DP (Samambaia Sul), por perseguição, violência psicológica e cárcere privado contra uma mulher.

Assim que a prisão foi comunicada, a Polícia Civil do Distrito Federal entrou em contato com as autoridades policiais e judiciárias do Estado do Paraná, informando a existência do mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Distrito Federal.

A ordem judicial foi imediatamente cumprida em conjunto com a prisão em flagrante, posteriormente convertida em prisão preventiva pela Justiça paranaense.

Informações do Metrópoles