
A Justiça da Bahia decidiu manter presos os seis homens detidos em flagrante após uma ação armada no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador. A decisão foi tomada, nesta terça-feira (28), após audiência de custódia e transforma a prisão em flagrante em prisão preventiva, o que significa que eles permanecerão presos enquanto as investigações prosseguem.
Os seis investigados que tiveram a prisão preventiva decretada são Ademário José da Costa Júnior, Erlon Jackson Santana das Virgens Júnior, Luiz Marcos Teles da Silva, Rodrigo Pereira Marquetone, Rodrigo Silva dos Santos e Jonathan do Nascimento Santana. Segundo a decisão judicial, todos são apontados como integrantes do grupo suspeito de se passar por policiais civis durante a ação ocorrida no bairro de Portão, em Lauro de Freitas.
Os suspeitos foram presos na tarde de domingo (26), após, segundo a Polícia Civil e a Polícia Militar, se passarem por policiais civis e realizarem uma ação armada que terminou com duas pessoas baleadas.
Ataque deixou duas pessoas feridas
De acordo com a investigação, o grupo circulava pela Rua Israel F. Pimentel à procura de um veículo roubado quando efetuou disparos de arma de fogo.
Uma jovem de 20 anos e um adolescente de 17, que passavam pelo local, foram atingidos pelos tiros. Ambos foram socorridos para o Hospital Menandro de Faria.
Pouco depois, equipes da 52ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) localizaram os suspeitos e realizaram as prisões.
Arsenal e distintivos falsos
Com os seis homens, a polícia apreendeu quatro pistolas, um revólver, mais de 100 munições, carregadores, um colete balístico, algemas, equipamentos táticos e distintivos semelhantes aos utilizados pela Polícia Civil.
Segundo a investigação, o grupo utilizava esses materiais para se apresentar como policiais durante as abordagens.
Juiz cita risco à população
Ao decidir pela manutenção das prisões, o juiz Horácio Moraes Pinheiro destacou que os elementos reunidos pela investigação apontam para a existência de um grupo organizado, fortemente armado e que atuava simulando ser integrante das forças de segurança.
Na decisão, o magistrado afirmou que a liberdade dos investigados representa risco à ordem pública, principalmente pela possibilidade de novas ações violentas e de intimidação de testemunhas e moradores.
O juiz também ressaltou que o caso vai além do porte ilegal de armas, já que há indícios de que o grupo agia de forma coordenada, utilizando armamento de uso restrito, equipamentos policiais e distintivos falsificados.
Defesa pediu liberdade
Durante a audiência de custódia, as defesas solicitaram a soltura dos investigados. Entre os argumentos apresentados estavam a falta de antecedentes criminais de alguns deles, residência fixa, vínculo empregatício e o fato de dois suspeitos possuírem registro como Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs).
No entanto, o magistrado entendeu que essas circunstâncias não afastam a gravidade dos fatos investigados.
Outro argumento rejeitado foi o de um dos investigados que alegou estar desarmado no momento da abordagem. Para a Justiça, há indícios de que ele integrava a ação e atuava em conjunto com os demais, o que será aprofundado ao longo da investigação.
Investigação continua
Os seis investigados respondem, em tese, por tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e por integrar um grupo criminoso que, segundo a investigação, atuava simulando funções policiais.
A Polícia Civil segue apurando a atuação do grupo e a motivação da ação armada ocorrida no bairro de Portão.
Portal Salvador FM
0 Comentários