
O Ministério Público da Bahia (MP-BA),
por meio da 3ª Promotoria de Justiça do Consumidor de Salvador,
instaurou em 15 de maio deste ano, um procedimento preparatório para
inquérito civil com o objetivo de apurar denúncias de irregularidades
sanitárias e riscos à segurança estrutural nas dependências do Instituto
Baiano de Reabilitação (IBR) – Fundação José Silveira, localizado no
bairro de Ondina, em Salvador.
A
portaria, assinada pelo promotor de Justiça Saulo Murilo de Oliveira
Mattos, atende a uma representação anônima que relatou situação de
perigo iminente a pacientes, acompanhantes, funcionários e demais
usuários da unidade, especialmente devido à alegada proximidade entre
aparelhos de ar-condicionado e recipientes contendo substâncias
potencialmente perigosas, além da suposta ocorrência anterior de
incêndio no local.
De
acordo com o documento, o procedimento tem como foco central a apuração
de eventual exposição dos consumidores a riscos indevidos à saúde,
higiene e segurança, o que, segundo o MP, pode configurar violação
direta ao Código de Defesa do Consumidor.
O
órgão ministerial determinou uma série de diligências urgentes a serem
cumpridas por diferentes entidades, com prazos reduzidos que variam de
cinco a dez dias úteis.
A
primeira medida expedida foi um ofício ao próprio Instituto Baiano de
Reabilitação, solicitando que, no prazo de dez dias úteis, apresente
cópia integral e atualizada do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros
(AVCB), informando a vigência, além de esclarecer se há armazenamento de
nitrogênio líquido ou de qualquer substância inflamável, explosiva ou
perigosa nas dependências da unidade. O MP quer saber detalhes sobre o
local de armazenamento, a finalidade de uso e os protocolos de segurança
adotados.
A
portaria também cobra da instituição informações sobre as medidas de
prevenção e combate a incêndio existentes na quadra esportiva e demais
áreas acessíveis ao público, incluindo a quantidade e localização de
extintores, hidrantes, sinalização de emergência e rotas de evacuação.
Outro
ponto demandado é a capacidade máxima de público do espaço, a
existência de plano de evacuação, a formação de brigada de incêndio e o
treinamento periódico de funcionários.
A
Fundação José Silveira também foi chamada para se manifestar sobre as
alegações da denúncia, como acúmulo de resíduos sólidos e proliferação
de vetores urbanos, como roedores e insetos, indicando quais medidas
sanitárias e de controle ambiental estão sendo adotadas.
Para
o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBM-BA), o MP-BA, deu um prazo
de cinco dias, diante da urgência do caso, para que realize fiscalização
e vistoria técnica in loco, especialmente na área da quadra esportiva e
nos locais de armazenamento de substâncias perigosas.
A
corporação deverá verificar a regularidade do AVCB, as condições de
prevenção e combate a incêndio, a adequação do armazenamento do
nitrogênio líquido, a eventual existência de riscos à integridade física
dos usuários e o histórico de autuações, notificações ou ocorrências
relacionadas à segurança contra incêndio no local.
A
Vigilância Sanitária Municipal de Salvador também foi acionada, com
igual prazo de cinco dias, para realizar uma inspeção sanitária in loco,
com foco nas condições de higiene e salubridade do ambiente, no
armazenamento de substâncias químicas, no gerenciamento de resíduos
sólidos e na possível proliferação de vetores.
Fonte: Bahia. Ba
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