
Poderosas famílias ainda moldam parte da economia global. Algumas nasceram de empresas privadas, outras cresceram junto ao controle de Estados ricos em petróleo, mas todas elas têm algo em comum: poder.
Apesar de existirem bilionários com mais capital do que muitas das famílias levantadas pelo Jornal Correio. Elas se destacam por outras formas de poder, como networking criado ao longo de gerações, controle de países inteiros ou cadeias de produção intrincadas.
Família Walton
A família Walton lidera o império por trás do Walmart, a maior rede varejista do mundo em escala de receita. O negócio começou com Sam Walton, no Arkansas, e se transformou em uma máquina global de supermercados, atacarejo, logística e e-commerce.
No ano fiscal de 2025, o Walmart registrou US$ 680,985 bilhões em receitas. A empresa atende cerca de 270 milhões de clientes por semana, opera mais de 10.750 lojas e sites em 19 países e emprega aproximadamente 2,1 milhões de pessoas
Família Al Nahyan
A família Al Nahyan governa Abu Dhabi, o emirado mais rico dos Emirados Árabes Unidos e um dos maiores centros de capital soberano do mundo. O poder da dinastia não vem apenas do petróleo, mas de uma rede estatal de fundos, empresas e holdings globais.
A ele se somam a Mubadala, que informou US$ 385 bilhões sob gestão em 2025, e a L’Imad Holding, sucessora de estruturas ligadas à ADQ, com ativos estimados em cerca de US$ 300 bilhões.
Família Al Saud
A Casa de Saud governa a Arábia Saudita, maior economia do Oriente Médio e peça central no mercado global de petróleo. A família tem influência direta sobre energia, segurança regional, investimentos e alianças diplomáticas.
O poder dos Al Saud também está ligado ao plano de transformar a economia saudita para além do petróleo. Megaprojetos, cidades planejadas e compras internacionais fazem parte dessa estratégia de projeção global.
Família Al Thani
A família Al Thani governa o Catar, país pequeno em território, mas com peso desproporcional na economia global. Sua força vem do gás natural liquefeito, da QatarEnergy e do Qatar Investment Authority, fundo soberano estimado em cerca de US$ 580 bilhões em ativos.
A influência da família também passa pela energia. O Catar já é um dos maiores exportadores de gás natural liquefeito do mundo e quer ampliar sua capacidade de produção de 77 milhões para 126 milhões de toneladas anuais, com uma nova etapa que pode chegar a 142 milhões até 2030.
Família Hermès-Dumas
A família Hermès-Dumas representa um tipo diferente de poder: o do luxo global. Em vez de petróleo ou fundos soberanos, sua força vem do controle de uma marca centenária, privada em espírito e associada à escassez.
Em 2025, a Hermès registrou € 16 bilhões em receita e € 6,6 bilhões em lucro operacional recorrente, com margem de 41%. Só a divisão de artigos de couro e selaria movimentou € 7,07 bilhões, sustentada por bolsas e pequenos acessórios.
Fonte; Correio
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