Polícia esclarece motivação da morte de jovem sequestrada em João Dourado

A Polícia Civil revelou novos detalhes sobre a investigação do sequestro e da morte de Karla Naiany Molfi Reis, de 21 anos, ocorrido em São Gabriel. Segundo os investigadores, a jovem foi assassinada por integrantes da facção criminosa Bonde do Maluco (BDM), da qual fazia parte, após tentar atuar no tráfico de drogas em uma área controlada pelo grupo sem autorização.

De acordo com o delegado Diego Raphael, responsável pelo caso, Karla estava no início de sua atuação dentro da organização criminosa e não possuía autorização para comercializar drogas na cidade.

"Ela tentava entrar, mas não tinha autorização da facção para traficar na cidade. Ela estava no início", afirmou o delegado.

Ainda segundo Diego Raphael, o BDM possui uma estrutura descentralizada, fator que favorece disputas internas por território e poder entre seus integrantes.

Outro aspecto que chamou a atenção dos investigadores foi o perfil da vítima. Conforme a polícia, Karla não se encaixava no perfil comumente associado aos integrantes da facção. Ela era de classe média e pertencia a uma família conhecida no município de João Dourado.

"A gente procura entender o porquê desse envolvimento dela. A família é muito conhecida na cidade, uma menina de classe média. A mãe tem comércios na cidade", declarou o delegado.

As investigações avançaram após a prisão de um suspeito no último dia 30, no município de Morro do Chapéu. Segundo o tenente-coronel José Maltez, subcomandante de Policiamento da Região Centro-Norte, o homem confessou participação no crime e indicou outros dois envolvidos.

"Ele confessou a participação no sequestro e entregou os outros dois comparsas", informou o oficial.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar todos os envolvidos e concluir o inquérito sobre o caso.

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