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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, fez uma defesa nesta quinta-feira (13) da investigação por uma suposta perseguição contra o colega Flávio Dino e cobrou um julgamento colegiado do caso, que está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

O discurso do chefe da Corte foi uma reação às críticas à operação da Polícia Federal autorizada pelo Supremo contra o informante de um jornalista que fez reportagens sobre Dino.

A decisão foi tomada dentro do inquérito das fake news, que está aberto há mais de sete anos. Uma ala da corte é crítica de decisões sigilosas e que não são submetidas ao colegiado, como na situação que envolve Dino, e pressiona pelo fim do inquérito conduzido por Moraes.

No fim de março deste ano, Fachin disse que negociava com o relator o encerramento do caso e que a apuração foi necessária, mas que era preciso ter cuidado para o “remédio não virar veneno”.

O discurso de Fachin foi no começo da sessão desta quinta-feira (13). O presidente disse que “reconhece que ameaças à segurança física dos ministros e familiares devem ser apuradas com rigor”, mas disse que não seria correto Moraes conduzir o processo sem submeter as decisões ao conjunto da Corte.

“A Presidência tem a convicção de que a força do tribunal reside em sua colegialidade, a melhor expressão de solidariedade a seus membros, seja confirmando decisões monocráticas, seja deliberando sobre o destino e a duração de investigações. A Presidência adotará as providências regimentais cabíveis para que essas deliberações ocorram com a brevidade que a matéria exige”, disse.

Fonte:CNN