
A influenciadora Nick Frazão, presa pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na segunda-feira (3), usava as redes sociais para mostrar uma rotina de viagens, festas e eventos de luxo. Com mais de 100 mil seguidores no Instagram, Nicolly Evangelista do Carmo publicava registros em destinos como Dubai, Paris, Ilhas Maldivas e Inglaterra, além de cidades brasileiras, de acordo com o g1 Rio de Janeiro.
A prisão foi realizada por agentes da 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão), com apoio das delegacias da Praça Seca e de Inhaúma. Segundo a investigação, ela é suspeita de participação em pelo menos dois roubos praticados na região de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio.
Além da atuação como criadora de conteúdo, Nick apresenta o podcast PodTmais+, voltado para temas relacionados à comunidade transexual, e administra uma página de entretenimento nas redes sociais. O perfil reúne fotos de viagens internacionais, camarotes, hotéis e ensaios fotográficos.
O nome de Nicolly, porém, já aparece em investigações policiais há mais de uma década. Em 2011, antes da transição de gênero, ela foi presa em flagrante por furtar um turista em Copacabana. Dois anos depois, passou a responder por um caso em que foi acusada de agredir um homem nos Arcos da Lapa, roubar um cordão e atacá-lo com golpes de estilete, deixando a vítima com ferimentos que exigiram cerca de 70 pontos.
Em 2014, a influenciadora também foi investigada por rufianismo e favorecimento à prostituição. No mesmo ano, acabou presa em Guarulhos para cumprir um mandado expedido pela Justiça do Rio de Janeiro.
As investigações continuaram nos anos seguintes. Em 2019, Nicolly voltou a ser apontada como suspeita em um roubo na Avenida Mem de Sá que terminou com uma vítima hospitalizada após um golpe de estilete no rosto. Em 2023, foi citada em um registro de ameaça e lesão corporal. A denunciante afirmou que era perseguida por Nick Frazão, que teria usado spray de pimenta durante uma agressão e proibido sua presença na região de Campo Grande.
No ano passado, ela foi presa novamente pela Delegacia Especializada em Armas e Explosivos (Desarme) em uma investigação por roubo. O procedimento acabou sendo arquivado em 2025. Agora, volta a ser alvo da Polícia Civil, desta vez por suspeita de envolvimento em dois roubos ocorridos em São Cristóvão.
Correio
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