| Da esquerda para a direita, Leopoldo Passos (chefe de Gabinete), Edvaldo Amaral (Country Manager Brasil da Pan American Silver), Valdice Castro (prefeita de Jacobina) e André Silva (diretor Financeiro da Jacobina Mineração) / Foto divulgação |
Empresa já investiu R$ 12 milhões
na pavimentação da Avenida Luiz Alberto, uma das principais de Jacobina,
e avança com novos projetos de infraestrutura e modernização
operacional
A
Jacobina Mineração Pan American Silver vai ampliar a agenda de
investimentos em infraestrutura, modernização operacional e planejamento
de longo prazo em Jacobina, na Bahia. O anúncio foi feito na
quinta-feira (13), durante reunião com a prefeita Valdice Castro, o
chefe de gabinete, Leopoldo Passos, o Country Manager Brasil da Pan
American Silver, Edvaldo Amaral, e o diretor Financeiro da empresa,
André Silva, no Espaço JMC. Na ocasião, foi entregue a segunda fase da
revitalização da Avenida Luiz Alberto, uma das principais da cidade, e
formalizado um novo investimento no bairro do Peru.
As
duas etapas da Avenida Luiz Alberto somam cerca de R$ 12 milhões em
recursos da empresa. A primeira contemplou 10 quilômetros entre a
unidade da Jacobina Mineração e Jacobina 3, entregue no ano passado. A
segunda, iniciada em fevereiro deste ano, acrescentou dois quilômetros,
entre Jacobina 3 e o contorno de Jacobina 3, nas proximidades do Posto
Modelo, e foi entregue formalmente na quinta-feira.
| Requalificação da Avenida Avenida Luiz Alberto foi resultado de cerca de R$ 12 mi de recursos da Jacobina Mineração / Foto Agência Fluir |
Também
foi assinado o compromisso para a requalificação da quadra esportiva e
da área de lazer anexa no bairro do Peru, com investimento de cerca de
R$ 202 mil. O projeto prevê estrutura de eucalipto tratado e concreto,
bancos de madeira, pergolado e mesas com bancos de concreto para jogos. A
intervenção deverá ampliar as opções de esporte, lazer e convivência
disponíveis no local. O projeto considera a proximidade com uma das
estruturas do sistema de alerta instalado na região e prevê medidas para
preservar a integridade da sirene e garantir a utilização segura e
adequada do espaço.
A
agenda de infraestrutura inclui ainda o trecho entre Itapicuru e
Jabuticaba. A primeira fase contempla 7.500 m² de pavimentação, com R$
1,1 milhão em recursos, além de drenagem, meio-fio, guarda-corpo,
contenção e requalificação de uma ponte. Uma segunda etapa, em processo
de contratação, prevê mais 30.800 m² de pavimentação e os serviços
complementares, com investimento estimado em R$ 8 milhões.
Modernização da operação
Além
dos investimentos em infraestrutura para a cidade, a Jacobina Mineração
também tem investido em novas tecnologias e modernização de suas
operações. No primeiro semestre de 2026, a empresa destinou US$ 22
milhões em projetos para aprimorar a infraestrutura operacional, a
planta de processamento e o planejamento da operação. A estratégia reúne
ações voltadas à segurança, eficiência e sustentabilidade, com projetos
que alcançam tanto as áreas próximas à operação quanto o planejamento
da atividade no longo prazo.
Entre
as iniciativas estão a construção de novos tanques no circuito de
recuperação de ouro por carvão em polpa (CIP), a atualização da
subestação principal e do centro de controle de motores e a continuidade
das sondagens de exploração. A empresa também avalia alternativas para
modernizar os circuitos de processamento, retirar equipamentos obsoletos
e, futuramente, implantar uma nova unidade.
Entre
os projetos de longo prazo estão o Dry Stack e os estudos para uso do
pastefill, tecnologias que fazem parte das alternativas avaliadas pela
mineração para tornar a operação mais segura, eficiente e sustentável. O
Dry Stack permite retirar grande parte da água dos rejeitos antes de
sua disposição. Com isso, a solução reduz a dependência de barragens
convencionais e o consumo de água, além de facilitar o gerenciamento
desse material. O projeto já avançou no enquadramento ambiental e segue
para as etapas de licenciamento junto ao Instituto do Meio Ambiente e
Recursos Hídricos (Inema).
Outra
tecnologia em estudo é o pastefill, que utiliza uma mistura de rejeito,
água e cimento para preencher espaços subterrâneos deixados após a
retirada do minério. A solução contribui para a estabilidade das áreas
já mineradas e cria uma alternativa para o gerenciamento dos rejeitos.
São soluções adotadas pela mineração moderna, que ampliam as
possibilidades para uma operação mais segura, eficiente e sustentável no
longo prazo.
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