
A cirurgiã-dentista Jaqueline de Melo
Silva, de 28 anos, morreu após sofrer um infarto fulminante na
terça-feira (15), em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. Horas antes,
ela havia procurado atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)
do município, onde foi medicada e liberada depois de apresentar melhora.
Segundo
um familiar, Jaqueline voltou a passar mal ao chegar em casa. Ela foi
levada de carro ao Hospital do Juruá, mas já chegou à unidade sem vida.
Uma nota divulgada pela família informou que o laudo médico apontou
infarto fulminante.
“Tinha
crises de gastrite muito forte. Isso já desencadeava a ansiedade. Ela
foi umas quatro horas para a UPA, ficou lá até umas seis horas, tomou
remédio, voltou para casa, teve a crise e infartou. Levaram de carro
para o Hospital do Juruá, mas já chegou morta”, contou um parente ao
portal G1.
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| A cirurgiã-dentista Jaqueline de Melo Silva morreu aos 28 anos após sofrer um infarto fulminante por Reprodução |
Jaqueline
enfrentava havia anos problemas no estômago e havia passado por duas
cirurgias cerca de quatro anos atrás. Conforme o familiar, as crises de
gastrite também provocavam ansiedade e nervosismo. Por isso, ela
mantinha cuidados rigorosos com a alimentação e evitava comer em locais
desconhecidos.
“Ela
amava sushi, mas só comia de um lugar específico, assim como
hambúrguer, pastel. Eram lugares que ela já sabia que não ia passar mal.
Se comesse qualquer coisa errada, tinha uma crise de gastrite”, contou.
Paixão pela profissão e pelos animais
Formada
em Rio Branco, Jaqueline trabalhou durante um ano na capital antes de
retornar a Cruzeiro do Sul, onde vivia sua família. Ela atuava em uma
clínica do município e havia concluído recentemente uma especialização.
Fora
do consultório, dedicava-se ao resgate de animais abandonados. A
dentista tinha um gato chamado Flock e alimentava o desejo de estudar
medicina veterinária. Também sonhava em se casar, ter filhos e mudar de
cidade para ampliar os conhecimentos profissionais.
A
jovem também foi descrita como alegre, bem-humorada e sempre disposta a
acompanhar os amigos. “Ela vivia sorrindo. Era dentista e a gente
brincava com ela sobre o fato de viver sorrindo. Era uma pessoa muito
engraçada, esperta, gentil, bonita e simpática com todo mundo. Ficamos
em choque”, afirmou.
Jaqueline
foi velada na Igreja São João Batista, no bairro Cohab, e sepultada na
terça-feira. A morte causou comoção entre familiares, amigos, pacientes e
entidades profissionais do Acre.
O
Conselho Regional de Odontologia do Acre, o Sindicato dos
Odontologistas do Acre e a Associação dos Militares do Estado do Acre
divulgaram manifestações de pesar. Jaqueline era filha do
primeiro-tenente da reserva remunerada da Polícia Militar Salésio
Figueira da Silva.
Fonte: Correio 24 Horas

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