
A Justiça manteve a prisão preventiva de três empresários e de um policial civil investigados por suspeitas de irregularidades nas obras de reforma do prédio do Departamento de Polícia Técnica (DPT), no Complexo Policial Investigador Bandeira Jomafa, em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador.
Foram mantidos presos os empresários Pedro de Araújo, Pedro de Araújo Júnior e Rodrigo Lima de Araújo, além do policial civil Jailton Oliveira Silva.
A decisão foi tomada pela 2ª Vara Criminal e Administração Pública de Feira de Santana, após audiência de custódia. A juíza Sebastiana Costa Bomfim e Silva homologou o cumprimento dos mandados e rejeitou os pedidos das defesas para relaxamento ou revogação das prisões.
Segundo a investigação, os quatro são alvos do Inquérito Policial nº 18008/2024, que apura possíveis casos de sobrepreço, superfaturamento, pagamentos por serviços que não teriam sido executados e aditivos considerados irregulares em um contrato para reforma do DPT.
As obras eram realizadas pela empresa Pejota Construções e Terraplanagem Ltda. O contrato inicial foi orçado em R$ 8 milhões, mas teria ultrapassado R$ 10 milhões após alterações e aditivos.
Defesa alegou falta de provas e questionou prisão
Durante a audiência de custódia, os advogados dos empresários pediram a revogação das prisões. Entre os argumentos apresentados estavam a alegação de que os fatos teriam ocorrido em Salvador e, por isso, a incompetência territorial da Justiça de Feira de Santana.
As defesas também questionaram procedimentos relacionados aos mandados de busca e apreensão e alegaram que os fatos investigados seriam antigos.
Já a defesa do policial civil Jailton Oliveira Silva afirmou que ele não possui antecedentes criminais e contestou a existência de uma conduta individualizada que demonstrasse recebimento de vantagem indevida. A juíza, no entanto, entendeu que havia elementos para manter as prisões. Polícia aponta possível interferência na investigação
Na decisão, a magistrada destacou que a necessidade da prisão preventiva não estaria relacionada apenas aos fatos investigados no contrato público, mas também ao risco atual de interferência nas apurações.
Conforme relatórios policiais citados na decisão, em abril de 2026, Jailton teria monitorado equipes responsáveis pela investigação, mostrado fotografias de diligências sigilosas e consultado informações sobre investigados junto a agentes envolvidos na apuração.
Ainda segundo os relatórios, o policial teria atuado como um elo para obtenção de informações privilegiadas sobre as investigações. Onde os investigados estão presos
Os três empresários foram encaminhados para o Conjunto Penal de Feira de Santana. O pedido para que eles fossem transferidos para Salvador foi negado pela Justiça.
Segundo a decisão, a proximidade familiar ou jurídica não garante ao preso o direito de escolher a unidade prisional onde ficará custodiado.
Já o policial civil Jailton Oliveira Silva deverá cumprir a prisão preventiva na Corregedoria da Polícia Civil (COP), em Salvador.Fonte:Alô Juca
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