
Uma professora, identificada como Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, morreu depois de ter passado mal após receber uma injeção para fortalecimento capilar em um salão de beleza.
O caso aconteceu em Ceilândia, no Distrito Federal (DF), e a vítima faleceu no último dia 5 de setembro, logo depois de ter chegado em casa, pouco tempo depois do procedimento que consistiu em uma injeção no glúteo, sob a suposta intenção de atuar contra a queda de cabelo.
Versão da família de Lidiane
Os familiares da vítima fatal alegam que a dona do salão teria oferecido um “complexo vitamínico” para que a queda do cabelo da mulher fosse controlada. De acordo com o Uol, os frascos com a substância que foram encontrados no salão pela polícia foram enviados para passarem por uma análise.
O responsável por levar a vítima para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) foi o marido, que não teve o nome revelado. No local, Lidiane teve sete paradas cardíacas e não conseguiu sobreviver. O atestado de óbito confirmou que ela teve um choque anafilático, uma tipo de reação alérgica grave e que se inicia rapidamente após contato com uma substância.
Dona do salão
A responsável pelo estabelecimento de beleza, que não teve o seu nome revelado, se apresentou à polícia, mas permaneceu em silêncio. A investigação comprovou que a mulher não tinha autorização para administrar injeções e o local operava de forma clandestina, pois não possuía licença de funcionamento nem cadastro com a vigilância sanitária.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal relatou que o imóvel onde o salão atua é exclusivamente residencial e não tem aprovações para realizar atos comerciais de saúde e estética.
O caso é investigado como homicídio doloso e foi registrado na 15ª Delegacia de Polícia. Além disso, se investiga a hipótese de exercício ilegal da medicina, mas ninguém foi preso até então.
Materiais para análise
A Polícia recolheu produtos que estavam no salão e está realizando uma perícia para entender se a substância injetada na mulher foi o que causou o choque anafilático. O delegado Peter Ranquetat contou que a dona do salão e suspeita não tem nenhuma preparação para realizar o procedimento.
“A suspeita não seria medica, enfermeira nem farmacêutica, bem como não seria biomédica para justificar a possibilidade de ministrar essa injeção”.
BNEWS

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