https://www.bnews.com.br/media/_versions/2026/09/design-sem-nome-2026-09-15t170305488_widelg.jpg

Uma professora, identificada como Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, morreu depois de ter passado mal após receber uma injeção para fortalecimento capilar em um salão de beleza.

O caso aconteceu em Ceilândia, no Distrito Federal (DF), e a vítima faleceu no último dia 5 de setembro, logo depois de ter chegado em casa, pouco tempo depois do procedimento que consistiu em uma injeção no glúteo, sob a suposta intenção de atuar contra a queda de cabelo.

Versão da família de Lidiane

Os familiares da vítima fatal alegam que a dona do salão teria oferecido um “complexo vitamínico” para que a queda do cabelo da mulher fosse controlada. De acordo com o Uol, os frascos com a substância que foram encontrados no salão pela polícia foram enviados para passarem por uma análise.

O responsável por levar a vítima para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) foi o marido, que não teve o nome revelado. No local, Lidiane teve sete paradas cardíacas e não conseguiu sobreviver. O atestado de óbito confirmou que ela teve um choque anafilático, uma tipo de reação alérgica grave e que se inicia rapidamente após contato com uma substância.

Dona do salão

A responsável pelo estabelecimento de beleza, que não teve o seu nome revelado, se apresentou à polícia, mas permaneceu em silêncio. A investigação comprovou que a mulher não tinha autorização para administrar injeções e o local operava de forma clandestina, pois não possuía licença de funcionamento nem cadastro com a vigilância sanitária.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal relatou que o imóvel onde o salão atua é exclusivamente residencial e não tem aprovações para realizar atos comerciais de saúde e estética.

O caso é investigado como homicídio doloso e foi registrado na 15ª Delegacia de Polícia. Além disso, se investiga a hipótese de exercício ilegal da medicina, mas ninguém foi preso até então.

 

Materiais para análise

A Polícia recolheu produtos que estavam no salão e está realizando uma perícia para entender se a substância injetada na mulher foi o que causou o choque anafilático. O delegado Peter Ranquetat contou que a dona do salão e suspeita não tem nenhuma preparação para realizar o procedimento.

“A suspeita não seria medica, enfermeira nem farmacêutica, bem como não seria biomédica para justificar a possibilidade de ministrar essa injeção”.

 

BNEWS