
A atleta de futsal Daiane dos Santos, de 38 anos, morreu após passar mal depois de um exame em uma clínica particular de Ibirama, no interior de Santa Catarina. A causa da morte está sob investigação. Outros pacientes que realizaram procedimentos no estabelecimento também apresentaram sintomas semelhantes.
Segundo familiares relataram à NSC TV, Daiane teve mal-estar, náuseas, vômitos e dor de cabeça intensa. Ela procurou atendimento médico duas vezes e ficou internada por três dias após o agravamento do quadro.
A Secretaria de Estado da Saúde informou que a atleta morreu "após uma parada cardiorrespiratória". A família afirmou que o laudo apontou um aneurisma como causa da morte, além de registrar uma infecção bacteriana.
O caso é apurado em meio a um alerta envolvendo pacientes da WS Centro Clínica & Diagnósticos. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o Hospital Doutor Waldomiro Colautti atendeu 13 pessoas desde a semana passada após procedimentos de endoscopia ou colonoscopia no estabelecimento.
A maioria não precisou de internação. Dois pacientes, porém, permanecem hospitalizados, um deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Sintomas em comum motivaram alerta
Segundo a NSC TV, equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros perceberam uma semelhança entre ocorrências atendidas separadamente: os pacientes apresentavam queixas parecidas e haviam feito exames na mesma clínica. A partir dessa identificação, os profissionais acionaram a Vigilância Sanitária.
O estabelecimento foi interditado cautelarmente na sexta-feira (23), após uma vistoria preliminar da Vigilância Sanitária de Ibirama. O órgão também solicitou apoio técnico à Gerência Regional de Saúde para auxiliar na investigação.
A Secretaria de Estado da Saúde aguarda os resultados dos exames dos pacientes e das amostras encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina. Uma nova inspeção, com participação das vigilâncias sanitárias municipal e estadual, está prevista para esta semana.
Em nota, a clínica lamentou o ocorrido e afirmou que realiza procedimentos há três anos, sem ter enfrentado situação semelhante. A empresa informou ainda que está colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos.
A Secretaria de Saúde de Ibirama orienta que pessoas que fizeram endoscopia ou colonoscopia no estabelecimento e apresentem sintomas procurem atendimento médico, mesmo que os sinais sejam leves.
Correio
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