O candidato a presidente Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), criticou nesta terça-feira, 27, o que chamou de “perseguição política” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra Flávio Bolsonaro (PL). O candidato derrotado ao Palácio do Planalto foi intimado a entregar os passaportes em um prazo de 24 horas, período que venceu na manhã desta terça sem que a determinação fosse cumprida. O senador do PL deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, como confirmou a Coluna do Estadão.
“Até um cego vê que trata-se de uma perseguição política”, disse Pimenta pelo X.
O presidente do partido que se autodenomina “revolucionário e comunista” disse ainda que a ação de Moraes “nada tem a ver com a defesa da democracia”, e sim com o fato de que o candidato do PL teve quase 60 milhões de votos e fez bancadas expressivas na Câmara e no Senado. Com isso, “pode conseguir o impeachment de determinados ministros do STF. Então, a perseguição é por causa disso, é um jogo de poder”, continuou.
Rui Costa Pimenta afirmou que o Supremo exerce uma “ditadura” no País e disse ter votado nulo no segundo turno das eleições entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, “votar no Lula era também votar no STF”.
“O STF exerce aqui uma ditadura, todo mundo sabe disso. E na realidade, nós estamos vendo a continuidade da ditadura. Muita gente estranhou que a gente votasse nulo, entre o Flávio Bolsonaro e o Lula. A ação de Moraes contra Flávio é uma demonstração de por que a gente não tinha condições de votar no Lula. Porque votar no Lula era também votar no STF".
O candidato à Presidência do Partido da Causa Operária ficou em último lugar na corrida presidencial deste ano com 0,01% dos votos no primeiro turno, um total de 15.024 votos. Foram 12 postulantes ao cargo no pleito de 2026.
Por Leticia Fernandes/Estadão
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