Priscila foi morta por fazendeiro após tentar terminar relacionamento

Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, percorreu cerca de 100 quilômetros entre Minas Gerais e São Paulo para devolver uma caminhonete ao namorado, o pecuarista João Roberto Bolelli, com quem pretendia terminar o relacionamento. Durante o encontro, em Rifaina, no interior de São Paulo, a jovem foi baleada e morta. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Segundo o g1 São Paulo, com medo do encontro, Priscila viajou acompanhada do irmão e de uma amiga, que estava em outro veículo. Os dois presenciaram a discussão entre a jovem e o suspeito, além do disparo que provocou a morte dela. Segundo a polícia, a vítima havia relatado agressões e ameaças dias antes do crime.

Na sexta-feira (23), quatro dias antes de ser morta, Priscila contou ter sido agredida por Bolelli. Ela também relatou ameaças de morte e afirmou que o pecuarista teria contratado pessoas para monitorá-la em Minas Gerais.

O encontro ocorreu na entrada de uma fazenda, na altura do quilômetro 463 da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina. Conforme as informações reunidas pela investigação, a discussão envolveu aparelhos celulares e acusações de ciúmes. O irmão da vítima relatou à polícia ter ouvido Priscila dizer que queria ir embora e não desejava continuar o relacionamento.

O delegado Fábio Branquinho afirmou que o casal enfrentava divergências relacionadas ao fim do namoro. “Eles já tinham um relacionamento amoroso. Parece que já estavam entrando em desacordo com relação ao desfecho desse namoro e por conta disso teria ocorrido o fato em si”, declarou.

A Justiça de Pedregulho decretou a prisão preventiva de Bolelli na quarta-feira (28). Até a última atualização das informações, o pecuarista não havia sido localizado e era considerado foragido. Segundo o boletim de ocorrência, ele fugiu após o crime na caminhonete que Priscila havia levado para devolver. 

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