- Contamos com apoio da sociedade para prendê-los. Pedimos para que qualquer informação seja encaminhada ao Disque-Denúncia (2253-1177) - disse o delegado Rafael Willis, titular da Polinter.
Até o final da tarde de ontem, o Disque-Denúncia já havia recebido 42 ligações sobre o paradeiros dos criminosos. Entre os foragidos, estão acusados de crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo, porte ilegal de arma e até homicídio.
Falhas
Ontem, o governador Sergio Cabral admitiu que houve falha na segurança da cadeia. Segundo Cabral, o secretário estadual de Administração Penitenciário, Cesar Rubens Monteiro de Carvalho, convocou agentes penitenciários para fazer uma varredura no presídio.
Ao mesmo tempo em que admitiu a falha, o governador falou da qualidade do sistema penitenciário do Rio de Janeiro.
- Creio que não há no Brasil um sistema presidiário como o nosso, em termos de qualidade. Estamos longe ainda do ideal, mas somos os melhores do Brasil - disse Cabral. - Nós somos o primeiro estado a acabar com a carceragem em delegacias. O secretário César Rubens está checando e verificando onde houve a falha e certamente a polícia vai encontrar esses foragidos.
Até a tarde desta terça-feira, apenas dois dos nove funcionários que estavam de plantão no Vicente Piragibe no momento da fuga foram ouvidos: o subdiretor da unidade e um agente penitenciário prestaram depoimento na 34ª DP (Bangu) no domingo.
De acordo com o delegado-assistente Fábio Asty, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) já foi oficiada para encaminhar os outros sete agentes que estavam de serviço à delegacia. A polícia também espera ouvir o quanto antes os quatro presos recapturados. Segundo o delegado, os depoimentos serão fundamentais para determinar se houve facilitação de fuga.
A polícia não divulgou por onde os presos fugiram. De acordo com Cesar Rubens, depois do túnel, os bandidos tiveram acesso à uma rede de esgoto, de cerca de 450 metros, que os levou para fora do complexo. Atrás dos presídios, há um morro com mata densa que sai no Centro de Resíduos Sólidos da Prefeitura. Dali, passando pela Estrada de Gericinó, eles teriam caminhado pelo menos dois quilômetros e meio até a Avenida Brasil. Foi lá que, segundo a Seap, um agente teria desconfiado de homens sujos e roupas jogadas no chão.
Procurada para responder se os visitantes dos presos tiveram participação na fuga dos detentos e se imagens de câmeras de monitoramento flagraram a ação, a assessoria da Seap limitou-se a informar que somente se pronunciará sobre as questões depois de concluída a sindicância que apura o caso - provavelmente em 30 dias
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