Primeiro dia de nova fase da reabertura em SP tem aglomerações na 25 de Março e movimento grande em parques

Movimentação de consumidores na Rua 25 de Março em São Paulo (SP), neste sábado (24).   — Foto: RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O primeiro dia da reabertura de museus, parques, restaurantes, academias, clubes e salões de beleza no estado de São Paulo teve aglomerações na Rua 25 de Março, no Centro da capital, e movimento grande nos parques e restaurantes da cidade. Neste sábado (24), esses locais puderam reabrir, com restrições, após quase 50 dias fechados por conta da quarentena estadual.

Desde o último domingo (18), shoppings, comércios e atividades religiosas foram autorizados a funcionar, com limitação de público e de horário (leia abaixo o que pode abrir na fase de transição).

Na região da Rua 25 de Março, consumidores e ambulantes provocaram aglomerações na Ladeira Porto Geral.

Restaurantes e bares, que voltaram a atender o público presencialmente neste sábado, registraram movimento grande em Pirituba e na Vila Madalena, na Zona Oeste da cidade. Alguns locais tiveram filas e aglomerações do lado de fora, desrespeitando a limitação de 25% da capacidade máxima. 

 

Nos parques do Ibirapuera e da Aclimação, na Zona Sul, e no Parque Toronto, na Zona Oeste, o público foi grande neste sábado (24) de tempo ensolarado e temperaturas de até 27°C, mas a maior parte dos visitantes utilizava máscara.

Museus como a Pinacoteca e o MASP também reabriram neste sábado, mas receberam o público apenas com horário marcado. 

 

Sábado foi de reabertura de parques, cinemas e museusPessoas passeiam no Parque Aclimação em São Paulo (SP), neste sábado (24) — Foto: REYNESSON DAMASCENO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Pessoas passeiam no Parque Aclimação em São Paulo (SP), neste sábado (24) — Foto: REYNESSON DAMASCENO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOBares e restaurantes na região de Pirituba, na Zona Oeste de São Paulo, neste sábado (24) — Foto:  CESAR CONVENTI/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Bares e restaurantes na região de Pirituba, na Zona Oeste de São Paulo, neste sábado
 

O que pode abrir na fase de transição?

  • Shoppings e lojas de rua podem ter atendimento presencial a partir de 18 de abril, das 11h às 19h, com público limitado a 25% da capacidade total.
  • Cultos, missas e outras atividades religiosas coletivas podem ocorrer a partir de 18 de abril, com distanciamento e controle de acesso.
  • Restaurantes e lanchonetes podem ter atendimento presencial a partir de 24 de abril, das 11h às 19h, com 25% da capacidade total.
  • Salões de beleza e cabeleireiros podem ter atendimento presencial a partir de 24 de abril, das 11h às 19h, com 25% da capacidade total.
  • Cinemas, teatros, museus, eventos e convenções podem funcionar partir de 24 de abril, das 11h às 19h, com controle de acesso, público sentado, assentos marcados e 25% da capacidade.
  • Academias e centros esportivos podem funcionar partir de 24 de abril, por oito horas diárias (o horário pode ser definido pelas estabelecimentos), para atividades físicas individuais agendadas, com 25% da capacidade total.
  • Parques podem abrir a partir de 24 de abril, das 6h às 18h.
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    Bares não estão liberados para ter atendimento presencial, mas podem operar como restaurantes (público sentado, serviço de alimentos para acompanhar bebidas) – neste caso, devem seguir as regras de restaurantes.

    A limitação do público para até 25% da capacidade total de cada estabelecimento é uma restrição desta fase de transição. Na fase laranja, os serviços poderiam operar com até 40% da capacidade.

    A alteração nos critérios de reclassificação ocorreu sete dias depois do anúncio de que o estado deixaria a fase emergencial, a mais restritiva, que vigorou de 15 de março a 11 de abril, e em meio a altos índices de casos e mortes pelo coronavírus.

    A decisão foi tomada após uma leve queda na taxa de internações por Covid-19 no estado, que está com ocupação em torno de 85% nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) – para especialistas, isso ainda indica uma situação crítica do sistema de saúde. Além disso, abril já é o mês com mais mortes por Covid-19 em SP desde o início da pandemia. 

    G1

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