Agnaldo e Camila

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) julga, nas próximas semanas, Agnaldo Nunes da Mota (foto em destaque), 50 anos, acusado de matar a companheira, Camila Rejaine de Araújo Cavalcante, 50, com golpes de picareta na cabeça e no rosto.

O assassino também tentou arrastar a vítima até uma cachoeira para se desfazer do corpo. A audiência está marcada para 29 de janeiro, às 16h, no Tribunal do Júri de Sobradinho (DF).

Camila era a caçula de três irmãos e deixou um filho de 30 anos. Ela morreu na mesma noite em que foi atacada, após dar entrada no Hospital de Base do Distrito Federal em estado gravíssimo, com o rosto desfigurado pelos golpes de picareta.

O crime aconteceu na residência do casal, no Sítio dos Anjos, às margens da BR-050.

Testemunha

Um ajudante de pedreiro que ia seguir para um trabalho com o feminicida estava no local e presenciou a agressão. “Tentei impedir a agressão, mas ele me ameaçou com um facão. Depois, quis que eu o ajudasse a jogar a mulher na cachoeira”, relatou.

A testemunha conseguiu pedir ajuda a um motociclista que passava pela região, que acionou a Polícia Militar. Ao chegarem, os policiais encontraram Agnaldo ainda arrastando a vítima e o prenderam em flagrante.

Histórico de violência

Agnaldo já possuía histórico de violência doméstica contra Camila. Em março de 2025, ele teria atacado a companheira com um facão, atingindo o tórax dela.

Na noite anterior ao crime, após uma discussão motivada por um telefone celular, ele teria novamente ameaçado a mulher de morte.

Ao manter a prisão preventiva, a Justiça destacou a gravidade do crime e a periculosidade do acusado, afirmando que nenhuma medida alternativa seria suficiente para conter o risco para novas vítimas.

Camila mantinha um relacionamento com Agnaldo desde 2020. Para viver com o companheiro, chegou a vender um apartamento e investir na reforma da casa onde moravam juntos.

Metrópoles